Interatividade gerando resultados

Mídia Digital

Geração M: Tudo ao mesmo tempo agora

04/12/2007 - 15:52 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências

Já foi dito que o indivíduo é um reflexo de seu tempo. Na era da informação em que vivemos, essa imagem tem ficado mais nítida nos últimos anos. Estamos falando de uma nova geração nascida e/ou criada junto com a internet, onde o processo de leitura não tem linearidade. São jovens na faixa dos 20 anos ou menos, que desdobram seu browser em diversas abas ou janelas, conversam com várias pessoas on-line através de um instant messenger, ouvem música num mp3 player ou assistem à TV, tentam estudar ou trabalhar… Tudo isso ao mesmo tempo, sem contar o celular que fica por perto na espera de qualquer ligação, e que também pode ser usado para acessar a internet. Multiplicam suas atenções para acompanhar, ou tentar acompanhar, a intensa velocidade do mundo moderno. Geração Internet, iGeração, NetGen (Net Generation), Geração D (Digital), Geração Agora. Os nomes são diversos, e talvez por essa mesma diversidade que a melhor definição acabe sendo Geração M: multiatarefados, multiconectados, multiestimulados, multi-informados.

O ser humano sempre soube fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Corremos no parque ao som de um mp3 player no ouvido, almoçamos assistindo à TV, falamos ao telefone e fazemos anotações em algum papel… Porém, nossa concentração não consegue acompanhar essa simultaneidade, e qualquer mudança de rumo em uma dessas ações exige o “desligamento” da outra. Concentração e reflexão exigem trabalho intelectual, e certa paciência que a geração M não tem. Esse novo público absorve informação de forma mais direta e objetiva, além de ter mais controle e liberdade de escolha sobre o conteúdo que recebe.

Existem poucos estudos publicados sobre esse comportamento. O mais conhecido deles, e responsável pela criação do termo “Geração M”, foi realizado pela fundação norte-americana Kaiser Family em 2005 (disponível aqui). Ainda é cedo pra afirmar se essa forma de aprendizagem “multi” é realmente eficiente. Muitos criticam que os jovens de hoje estão cada vez mais entocados em suas teias particulares, cercados por tantas maravilhas tecnológicas. Outros enxergam nesse público um dinamismo fascinante em conhecer e acompanhar o mundo frenético que nos rodeia. No meio dessa controvérsia, é sempre bom lembrar que o exagero desses estímulos de informação é viciante e exaustivo, e que uma pausa ou “desligada” de vez em quando ajuda a organizar melhor as idéias.

É compreensível que as gerações mais velhas encarem com certo receio e estranheza essa mudança de comportamento. Mas o que no começo é visto como “coisa de adolescente” logo acaba fazendo parte do cotidiano de qualquer pessoa. A “máquina de fazer doido” dos novos tempos é multifacetada, e a Geração M tem muito a ensinar sobre o manual de instruções dessa máquina.

Por Luís Guilherme Rodrigues

comentários: 2

Mídia Digital marca presença em debate sobre web local

31/08/2007 - 16:31 - Eventos, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Negócios, Tendências

Nosso especialista em projetos inovadores, pesquisa de mercado web e um dos membros da equipe de planejamento da Mídia Digital, Cláudio Palmieri, participou no dia 29 de agosto da 10ª edição do Debate&Rebate do Clube de Criação do Paraná (CCPR) na livraria FNAC de Curitiba. O tema do bate-papo foram as novas tendências da web e a participação do meio nas estratégias de comunicação integrada.

Segundo Palmieri, foram discutidos temas como criação on-line, web 2.0, tendências, comportamento do internauta, números do mercado e usabilidade. Para ele, sua participação no evento foi muito importante, pois foi uma contribuição para o desenvolvimento da web feita no Paraná. “Este tipo de evento é muito bom para o mercado, já que todos os participantes contribuem com suas experiências profissionais”, explica Palmieri.

O Debate&Rebate é organizado pelo CCPR e acontece mensalmente, sempre com um tema diferente. Os encontros têm como objetivo discutir os temas de interesse do mercado de comunicação. A cada edição, o CCPR convida profissionais de destaque para comentar um tópico específico. O debate é enriquecido com a participação da platéia, que pode fazer perguntas e comentários.

Por Marcelo Ribeiro

comentários: 0

TV 2.0: Os protagonistas somos nós

29/05/2007 - 23:48 - Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências

Sou do tempo em que a televisão só pegava 4 canais, isso quando a antena funcionava direito. Hoje não faço idéia de a quantos canais tenho acesso graças à TV a cabo e principalmente à internet, com uma enorme variedade de programas prontos para serem baixados, ou assistidos via streaming. A verdade é que não somos mais os mesmos telespectadores desde o advento da world wide web. A rede mundial abriu os segredos da velha caixa de fazer doidos, e nos permitiu participar mais ativamente dessa loucura. Já não somos mais escravos da programação das emissoras. Assistimos aos nossos programas favoritos na hora em que quisermos, onde quisermos, e da maneira que quisermos.

Veja o exemplo dos seriados norte-americanos. Vinte anos atrás, na carência de conteúdo brasileiro, as séries dos EUA dominavam a programação das TVs abertas. E ninguém se preocupava se Alf, o E.T. Teimoso ou Esquadrão Classe A eram exibidos por aqui com atraso em relação aos Estados Unidos, ou se os episódios eram exibidos na ordem cronológica correta. Ainda não havia internet ao nosso alcance para saber disso. Hoje, os fãs não têm mais paciência de esperar meses, ou até um ano inteiro, para assistir aos seus programas favoritos. A grande teia mundial uniu os telespectadores do mundo inteiro. Possibilitou eles a assistirem, no mesmo período de tempo, aos mais recentes episódios de seriados como Heroes e 24 Horas. E quem esperar pela exibição no Brasil, seja na TV fechada ou TV aberta, corre o risco de perder o fator surpresa das tramas, e conseqüentemente o interesse pelas séries. Sem contar o fato de que a internet tornou-se uma poderosa extensão do conteúdo exibido na TV, permitindo variadas discussões em fóruns especializados e até a criação de tramas paralelas que complementam a história dos seriados.

E agora chega o Joost, prometendo revolucionar ainda mais a relação público-televisão. Desenvolvido pelos mesmos criadores do Skype, o Joost ainda está em versão beta, e é necessário um convite para utilizá-lo. Mas seu layout agradável, sua interface simples, e a variedade de canais e programas disponíveis já demonstram ser fortes atrativos, além da praticidade de assistir à TV a qualquer momento. Os gigantes da mídia estão de olhos bem abertos. Empresas como a Viacom e CBS já investiram cerca de 45 milhões de dólares no Joost, e Sony e Warner estão entre os grupos que fecharam acordos de conteúdo com a TV on-line.

No meio de tanta liberdade de escolha, onde entrariam as propagandas? É sabido que grande parte do público não tem muita paciência em esperar pelo próximo bloco, e geralmente acaba zapeando por outros canais durante os intervalos comerciais. E o merchandising embutido nos próprios programas muitas vezes soa invasivo e forçado. As novas tecnologias de transmissão parecem, a princípio, não abrir espaço para o formato tradicional de publicidade na TV. Como então vender para telespectadores com cada vez mais controle sobre aquilo que assistem?

Duas tendências presentes na internet podem responder a essa questão. Uma delas é o Compulsion, uma ferramenta que permite criar áreas clicáveis diretamente em vídeos. Exemplo: você está assistindo a um episódio de Lost através da web, e você se interessou por uma camiseta que o Charlie está usando numa determinada cena. Basta clicar na tal camiseta e você é direcionado ao site de uma loja onde poderá comprá-la. E essa tecnologia não presta apenas um grande serviço para a publicidade on-line, pois qualquer elemento do vídeo pode também levar o internauta a outros tipos de sites e informações. No site do Compulsion há diversos exemplos de como funciona esse sistema. Bem mais sutil do que empurrar para o público uma marca famosa que não faz sentido algum para o andamento do programa.

A outra tendência envolve uma certa inversão de papéis. Grandes marcas como Budweiser e Audi agora usam a mesma mídia que vende seus produtos para produzir programas de TV para seus consumidores, em canais criados pelas próprias empresas. A Bud.TV, da Budweiser, oferece diversos shows de comédia, esportes e entretenimento, que rendem bons assuntos numa mesa de bar. Já o Audi Channel transmite programas na linha de documentários e viagens, e promete em breve exibir produções de Hollywood onde os carros da montadora aparecem com destaque. Duas iniciativas que elevam o conceito de branding a um inovador patamar.

O muro de Berlim que estava na telinha da TV já não está mais de pé. O telespectador da geração 2.0 ultrapassou a fronteira sabendo o que quer. E quem está do outro lado dessa relação vai ter que aprender o caminho inverso dessa estrada da comunicação.

Por Luís Guilherme Rodrigues

comentários: 1

A importância dos Web Standards no desenvolvimento Web

15/05/2007 - 17:14 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Tecnologia, Usabilidade, Web 2.0

Muito se fala da nova fase em que estamos passando, a Web 2.0, com seus recursos voltados tanto para a interatividade do usuário com o site, como para com outros usuários, gerando conteúdos colaborativos e cada vez mais dinâmicos.

Mas muitos elementos estão por trás dessa nova onda pela qual a internet está passando. Entre eles está a utilização dos Web Standards; padrões criados para desenvolvimento de sites. Para entendê-los, basta imaginar pessoas de países diferentes que, se não possuírem a mesma língua para dialogar, não conseguirão passar sua mensagem de maneira exata, deixando de se comunicar corretamente.

Os Web Standards possuem esta finalidade, criando padrões para desenvolvimento e possibilitando que diversos navegadores e dispositivos distintos acessem conteúdos de maneira semelhante, para não prejudicar e excluir usuários independentemente do modo pelo qual estão acessando o site. Isso permite que, teoricamente, pessoas navegando com Firefox ou Internet Explorer possam acessar o mesmo site sem o menor problema. Infelizmente, não é o que acontece na prática, devido a falhas no desenvolvimento do navegador da Microsoft.

Um dos elementos-chave para o desenvolvimento correto dos sites é a separação do conteúdo de sua forma de apresentação. O conteúdo do site é desenvolvido separadamente de seu layout, permitindo melhor compreensão por parte das pessoas e das máquinas (sistemas de busca e dispositivos de acesso como celulares, TVs, handhelds, etc). As páginas adequadas aos Web Standards permitem, por exemplo, a utilização de programas voltados a deficientes, permitindo a eles visitar conteúdos antes inacessíveis.

Felizmente, mais e mais empresas estão tornando os Web Standards um dos fatores obrigatórios no momento que escolhem a agência para desenvolver seu site e, por sua vez, mais e mais agências procuram desenvolvedores capacitados para realizar um trabalho de qualidade que esteja dentro dos padrões. Ainda falta muito a se fazer, não se trata apenas de aprender a fazer sites tableless (construção de layouts sem a utilização de tabelas), mas de uma verdadeira conscientização da utilização correta de tags HTML e uma melhor organização do conteúdo, para que isso seja acessível a todos.

Por Carlos Eduardo de Souza

comentários: 7

Ainda sobre Blogs

14/05/2007 - 14:07 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0

Pegando uma carona no post anterior, você já imaginou como seria se pudéssemos ver os blogs do mundo todo e seus respectivos links? Pois é, uma imagem que recebi recentemente do meu colega de trabalho Willie Taminato mostra exatamente isso: a blogosfera visível.

É uma concepção artística feita por Matthew Hurst aplicada sobre o globo terrestre e que foi apresentada recentemente pela revista Discover. A imagem representa fielmente, de forma gráfica, os dados numéricos e as estatísticas sobre a grande teia de blogs pelo planeta.

Hust, que trabalha para a Nielsen BuzzMetrics, analisou durante 6 semanas informações sobre relações entre blogs – e seus links – e produziu este mapa. Os pontos brancos são os blogs mais populares. As linhas verdes são os links de um só sentido e as linhas azuis são as trocas de links (links mútuos). Os números dizem respeito também aos blogs mais acessados e com maior número de links.

Para saber mais sobre esse estudo, visite aqui o site da revista Discover.

blogosphere1.jpg

Por Marcelo Ribeiro

comentários: 0

Dúvida em compreender uma palavra? Que tal clicar duas vezes…

07/05/2007 - 11:55 - Geral, Mídia Interativa, Tecnologia, Tendências, Usabilidade, Web 2.0, WebWriting

O tradicional jornal norte-americano New York Times adotou uma novidade interessante há alguns meses, mas que ainda não é muito conhecida pelos internautas: uma funcionalidade que permite ao leitor pesquisar o significado de qualquer palavra publicada em suas páginas – independentemente de ser um link “tradicional” ou não.

Faça um teste: visite o site www.nyt.com e, ao ler uma notícia qualquer, clique duas vezes em qualquer palavra do texto. Ao clicar, uma nova janela se abre, com a definição daquela palavra no site/dicionário Answers.com. Sua dúvida é sanada em segundos!

Só tem um detalhe: a tecnologia só funciona nas matérias internas. Não adianta tentar na homepage.

Essa tecnologia foi desenvolvida pelo portal Answers.com e é chamada de 1-Click Answersnyt_ss.gif

Por Marcelo Ribeiro

comentários: 4

Povoando os websites – Weblin

04/04/2007 - 16:24 - Mídia Interativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0

Quando você entra em um site, existem diversas pessoas que estão visitando o mesmo site que você. Você já teve curiosidade de saber quem são essas pessoas?

Instalando o Weblin você pode conhecer quem são essas pessoas que coincidentemente estão visitando o mesmo site, ao mesmo tempo que você (que também tem o Weblin instalado, claro).

Seria uma espécie de Second Life misturado com um instant messenger dentro de uma página na internet: você aparece como um avatar e pode conversar com outras pessoas que estão visitando o site, caminhar pela página, fazer um chat privado com alguém, apostar corrida, tudo isso enquanto navega.

Que tal um atendimento on-line dessa forma? Uma explicação on-line “avatarizada” no momento em que o usuário está preenchendo um formulário ou fazendo um pedido? Uma recomendação de um usuário que está na mesma página que você?

Parece interessante? Talvez uma forma de humanizar uma página na internet.

Se você resolver testar o programa, plugin, serviço, apareça aqui no site da Mídia Digital, para trocarmos uma idéia através do weblin.

Veja abaixo alguns exemplos visuais dos avatares povoando os websites:

Site da Weblin

Povoando o site do Google com a Weblin

Site da Midia Digital

Por Willie Taminato

comentários: 8

Minha mãe quer um blog

16/03/2007 - 15:45 - Mídia Interativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0

Pode parecer estranho, mas nunca imaginei isso. Minha mãe – uma senhora, já avó e professora aposentada, daquelas tradicionais – descobriu a web. E não só descobriu como também mergulhou de cabeça.

Ela não fica um dia sequer sem acessar seus sites e blogs preferidos. Já tem amigas virtuais e troca e-mails regularmente com pessoas que gostam das mesmas coisas que ela.

Um dia desses, ela me perguntou: “Como é que faço para ter um blog? Eu quero um!” Aquilo me espantou, confesso. Minha mãe? Querendo um blog? Na hora, refleti e pensei: É claro!! Ela é o exemplo vivo da tal convergência, da Web 2.0 e das pessoas que querem gerar conteúdo!

Conclusão: A web é pra todos e não tem preconceitos ou barreiras. Pessoas que aparentemente não se encaixam no perfil de internauta estão cada vez mais conectadas.

Pense nisso. A internet de ontem não é a mesma de hoje e não será a mesma amanhã.

Por Marcelo Ribeiro

comentários: 4

Mídia Digital no Portal da Propaganda

15/03/2007 - 14:22 - Mídia Interativa, Second Life, Tendências

A Mídia Digital, empresa especializada em comunicação on-line, ingressou no Second Life, com arquitetura projetada pelos próprios designers da agência e localizada virtualmente na ilha Berrini. A agência é a primeira do sul do País a participar do ambiente que simula o mundo real, com o objetivo de oferecer serviços também virtualmente. A principal ação da Mídia Digital é auxiliar outras empresas entrarem no endereço por meio da criação da estratégia, arquitetura física, on-line e social das organizações, além de peças publicitárias e o posicionamento dessas dentro do ambiente virtual. Também pretende expandir seus negócios promovendo palestras com profissionais e eventos no Second Life. Inicialmente, a sede on-line conta com um profissional para apresentar a empresa e começar a realizar os primeiros negócios.

Fonte: Portal da Propaganda

Por Marcelo Ribeiro

comentários: 1

Fale mal mas fale de mim

14/03/2007 - 13:44 - Mídia Interativa, Negócios, Tendências

Abrir um canal de comunicação franco e direto com o seu público – permitindo que ele dê sua opinião sobre seu produto ou serviço – é a melhor forma de se ter controle da situação.

Quem ainda tem medo dessa realidade não está pronto para encarar a nova geração de consumidores. Os clientes do futuro (na verdade, mais “presentes” do que você imagina) já estão no comando. O cliente se sente tão dono de sua marca quanto você.

Mas não se assuste, isso é bom! É melhor que falem mal dentro do seu território do que pelas costas. Lembre-se: se você for o último a saber, pode ser muito tarde.

Criar blogs e comunidades de discussão sobre uma marca ou produto são grandes ferramentas para que você tenha controle da situação. Muitas grandes empresas estão optando por essa estratégia. Dê a chance de falarem de você e de suas respostas aparecerem – seus consumidores agradecem.

Por Alessandra Fraresso

comentários: 1

Mídia Digital São Paulo Mídia Digital
São Paulo: Rua Helena , 285 - 11º andar - Vila Olímpia - Cep: 04552-050 SP Brasil
Mídia Digital Curitiba Mídia Digital
Curitiba: Rua Reinaldino S. de Quadros, 367 - Alto da XV - Cep: 80045-070 PR Brasil
Fone: (41) 3311-7700