Interatividade gerando resultados

Mídia Digital

Os 10 principais fatores influenciadores da credibilidade de um site

10/11/2009 - 10:31 - Arquitetura da Informação, Geral, Reflexão, Usabilidade

A universidade de Stanford tem um grupo de estudos especializado em credibilidade na web. Eles desenvolveram uma lista dos 10 itens que mais influenciam a credibilidade de um site, o que é muito importante para o bom desempenho de qualquer coisa na internet. Veja por exemplo como o Peter Morville inclui este conceito na sua teoria de experiência do usuário.

Por isso, traduzi a lista e incorporei algumas opiniões pessoais. Veja o que seu site precisa respeitar para ser respeitado na internet:

1 – Facilite a verificação das informações do seu site.

Se as informações do seu site são confiáveis, não tem por quê esconder as fontes. Disponibilize o link de onde você tirou a informação; cite nomes e referências .

2 – Mostre que existe uma instituição organizada por trás do projeto

Transfira a autoridade de organizações respeitadas para o conteúdo. Funciona como um “Page Rank Cognitivo”. Exiba logomarcas, números de registros, entre outras informações oficiais que demonstrem que seu site tem bala na agulha.

3 – Realce a experiência da organização nos serviços que oferece e nos conteúdos que disponibiliza.

Você tem um conteúdo de qualidade? Os profissionais da sua empresa são os melhores do mercado? Exponha e explore isso de maneira objetiva. Diga também a quanto tempo sua empresa está no mercado, exiba cases de sucesso, depoimentos de parceiros, clientes, etc.

4 – Mostre as pessoas honestas e confiáveis por trás do projeto

Exiba nomes. Forneça contatos pessoais na medida do possível. Se o usuário tem acesso fácil a quem está envolvido com o desenvolvimento de um site ele pode esclarecer suas desconfianças pessoalmente.

5 – Facilite o contato

Quem não deve não teme. Os usuários se sentem seguros ao saber que podem fazer contato com o site rapidamente e por diferentes caminhos. Não esqueça de sempre responder os contatos.

6 – O design do seu site deve parecer profissional (ou apropriado para sua finalidade)

Aí está um dos fatores que atestam a importância da beleza do layout na usabilidade. Ninguém confia em um site feio ou com aparência amadora.

7 – Faça seu site fácil de utilizar, e útil

Problemas de usabilidade também evocam amadorismo, além de irritar o usuário, prejudicando as conversões. Sites que não servem pra nada, então, não é preciso nem comentar.

8 – Atualize seu site freqüentemente (ou pelo menos mostre que foi revisado recentemente)

Uma das coisas mais legais da internet é o dinamismo. Mesmo se um site tem conteúdo estático (página institucional, por exemplo), ninguém vai confiar muito se a última atualização foi no tempo dos dinossauros.

9 – Seja moderado com conteúdos promocionais (anúncios e ofertas)

Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Mas além da desconfiança comercial (produtos baratos demais, por exemplo), se mais de 70% da área do site é tomada por banners e links patrocinados, é porque o conteúdo é duvidoso ou não deve ser muito importante.

10 – Evite todo o tipo de erro, por menor que seja.

Bugs também são fortes indícios de amadorismo e de deficiências no projeto. É melhor uma funcionalidade que não existe do que uma que não funciona.

Confira o texto original.

Por Vinícius Krause

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Você precisa mesmo de um iPhone?

03/10/2008 - 18:35 - Geral, Mobile, Reflexão, Tecnologia, Tendências, Usabilidade

Nos últimos anos, não houve um aparato tecnológico tão badalado e comentado quanto o iPhone. Capa de diversas revistas mundo afora, o celular da Apple foi celebrado como uma revolução, exageros à parte. Finalmente, o aparelhinho chegou ao Brasil (oficialmente, pois nestes velozes tempos da comunicação digital, o iPhone é um clandestino desde o dia em que o primeiro modelo foi lançado mundialmente, em 2007).

O propósito aqui não é elogiar nem criticar o telefone da Apple. A idéia é apenas aconselhar quem está querendo entrar na onda do iPhone sem saber muito bem o que está comprando. Antes de comprar qualquer celular, é muito importante ter a noção do que você pretende fazer com ele. Se você quer apenas usá-lo como telefone, se pretende tirar fotos e fazer vídeos, se vai acessar bastante a internet por ele… Pra você ter uma idéia, o iPhone não faz gravações em vídeo e nem permite o envio de MMS. Muitos podem se deslumbrar com a tela sensível ao toque, mas outras marcas que estão há mais tempo no mercado da telefonia celular devem lançar, muito em breve, aparelhos com a mesma tecnologia, além de possuírem recursos que o iPhone não oferece. É preciso pesquisar os diversos modelos que já estão disponíveis e ver qual se encaixa mais com seu perfil.

Mas não se pode negar que se trata de um dos melhores brinquedinhos criados para adultos nos últimos tempos. Já existem inúmeros aplicativos disponíveis para o iPhone que o transformam numa espécie de canivete suíço do século 21. Além disso, a Apple tem histórico em produzir sistemas simples de serem usados e ótimos em usabilidade, e com seu telefone isso não é diferente.

Então, você precisa mesmo de um iPhone?

Por Luís Guilherme Rodrigues

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A importância da AI no aumento de performance de um site

19/12/2007 - 15:50 - Arquitetura da Informação, Geral, Reflexão, Usabilidade

Para aqueles que já seguem as melhores práticas de usabilidade, de acessibilidade, de amigabilidade, de encontrabilidade e de tantas outras “dades” aplicadas na web, este artigo possivelmente não trará novidades. Porém, sempre é bom lembrar que “canja de galinha não faz mal a ninguém”. Não se espante caso ao final do artigo você chegue a seguinte pergunta: era sobre Arquitetura de Informação ou sobre Usabilidade, etc.?

A resposta é simples. Não existe Arquitetura de Informação (AI) sem considerar esses fatores. Todas essas questões estão amplamente interligadas. Isso se dá a tal ponto que às vezes é difícil distinguir onde uma começa e onde a outra termina. A Arquitetura de Informação através de seus métodos e de toda essa interdisciplinaridade é quem vai apontar os caminhos para o aumento de performance. Pela idéia de aumentar performance pode-se deduzir que um site tem um resultado X e naturalmente quer elevá-lo N vezes. Para esse aumento, basta você fornecer aos usuários de forma simples, intuitiva, envolvente e acessível todas as informações e funções oferecidas pelo seu site.

A questão é: como fazer isso?

Na arquitetura de informação, procuramos traduzir o complexo mundo das interações disponibilizadas pelas tecnologias, para o simples dia-a-dia de quem potencialmente vá usá-las. A AI se vale de critérios embasados no estudo do comportamento dos usuários para apontar os melhores caminhos e soluções a serem adotadas para a tal tradução que citei há pouco, e conseqüentemente para o aumento de performance.

O estudo do comportamento dos usuários pode ser feito de várias maneiras, como pesquisa etnográfica, teste de usabilidade, cardsorting, análise de folksonomias, levantamento de perfis, etc. Esses estudos podem se dar de forma casual ou contínua. A diferença básica entre essas duas formas é o tempo empregado na análise e na compreensão do mundo dos usuários. O estudo contínuo pode ser exemplificado com o trabalho do Arquiteto de Informação que procura monitorar as tendências dos usuários; ou seja, ele acompanha continuamente a movimentação comportamental dos mesmos, e dessa forma obtém informações sobre as preferências e costumes desses usuários. Caracteriza-se principalmente como um trabalho de pesquisa em longo prazo. Já no estudo casual o trabalho realizado geralmente se restringe a uma demanda específica como, por exemplo, avaliar junto a uma amostra do público-alvo o quão usável está um sistema submetendo-o a testes de usabilidade. Isso eu acredito que todo mundo sabe, mas o que me espanta é que estou neste mercado há um bom tempinho e até hoje me deparo com a frase “não dá tempo de fazer testes”.

Jakob Nielsen, apontado como guru da usabilidade na web, disse em uma entrevista a um jornal brasileiro que a usabilidade está cada vez mais popular simplesmente porque ela prova como um site sem foco no usuário pode ser prejudicial ao bolso e prestativo à concorrência. Foco no usuário é o desenvolvimento de um site ou de um sistema no qual a participação do público-alvo está envolvida desde o surgimento da idéia até a publicação da mesma.

Simples, não? Porém, mesmo isso sendo simples, muitas vezes acaba sendo ignorado ou mesmo esquecido. Para representar projetos criados sem foco no usuário costumo usar o termo “euSite”. Neles, praticamente apenas o dono do site e um grupo bem restrito de usuários sabem usar com sucesso todo o potencial do site. É importante lembrar que a figura do “euSite” não representa que todo site está errado e sim que uma ou muitas funções dispostas nele foram criadas sem foco no usuário. A queda de performance do site está intimamente ligada a todas as funções existentes que tentamos usar e não conseguimos, a todas as informações que procuramos e não achamos nem se apelarmos para o mapa do site.

O caminho para o aumento de performance é único: foco no usuário.

(Artigo publicado originalmente no site da JumpExec)

Por Melqui Jr.

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Reestruturação e Mudança: uma nova visão de mercado

06/12/2007 - 10:07 - Clientes, Geral, Mercado, Negócios, Reflexão

Mais um ano se vai e outro que nasce. É comum as pessoas criarem expectativas quanto ao novo ano. Querem entrar com o pé direito e ter em mente novas perspectivas e objetivos.

Se na vida pessoal é assim, no ambiente empresarial não poderia ser diferente. A cada ano as empresas implantam novos sistemas, funcionários e medidas para atingir metas e alcançar o sucesso.

A Mídia Digital também quer entrar no ano de 2008 com novas perspectivas, e finaliza 2007 com grandes conquistas, prêmios, clientes satisfeitos e mudanças estruturais.

A palavra “mudança” sempre soa como algo desconhecido que se aproxima, e a maioria das pessoas não se sente à vontade para trocar o certo pelo incerto. Mas de modo geral, a mudança deve ser vista como uma transformação, uma alteração no percurso que traz aspectos novos e diferentes.

As alterações propostas e concretizadas na Mídia Digital são resultados de pesquisas e estudos em estruturas de outras empresas, avaliando-se a efetividade funcional das mesmas para então encontrar uma estrutura ideal e funcional para a Mídia Digital e seus funcionários.

A partir dessa reestruturação interna, antigos setores como Criação, Produção e Tecnologia foram transformados em “células”, que agora passam a atender clientes específicos e não mais atividades específicas. O profissional da Mídia Digital pode se dedicar em maior escala para o cliente que a sua “célula” atende, diminuindo a sobrecarga dos antigos setores. Todas as equipes, ainda que separadas, são interdependentes, e é essa conexão que faz o trabalho fluir com rapidez e com a sinergia que se necessita diariamente.

A visão muda num mercado globalizado. É hora de adaptar a empresa às necessidades de seus clientes e funcionários. As empresas caminham para um patamar elevado e podem se aperfeiçoar em várias dimensões de desempenho ao mesmo tempo. Mudar, adaptar e entender que cada funcionário deve compreender seu papel dentro da empresa e reconhecer a repercussão dos resultados de seu trabalho: essa é a visão do futuro.

Por Romi Oyama

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Geração M: Tudo ao mesmo tempo agora

04/12/2007 - 15:52 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências

Já foi dito que o indivíduo é um reflexo de seu tempo. Na era da informação em que vivemos, essa imagem tem ficado mais nítida nos últimos anos. Estamos falando de uma nova geração nascida e/ou criada junto com a internet, onde o processo de leitura não tem linearidade. São jovens na faixa dos 20 anos ou menos, que desdobram seu browser em diversas abas ou janelas, conversam com várias pessoas on-line através de um instant messenger, ouvem música num mp3 player ou assistem à TV, tentam estudar ou trabalhar… Tudo isso ao mesmo tempo, sem contar o celular que fica por perto na espera de qualquer ligação, e que também pode ser usado para acessar a internet. Multiplicam suas atenções para acompanhar, ou tentar acompanhar, a intensa velocidade do mundo moderno. Geração Internet, iGeração, NetGen (Net Generation), Geração D (Digital), Geração Agora. Os nomes são diversos, e talvez por essa mesma diversidade que a melhor definição acabe sendo Geração M: multiatarefados, multiconectados, multiestimulados, multi-informados.

O ser humano sempre soube fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Corremos no parque ao som de um mp3 player no ouvido, almoçamos assistindo à TV, falamos ao telefone e fazemos anotações em algum papel… Porém, nossa concentração não consegue acompanhar essa simultaneidade, e qualquer mudança de rumo em uma dessas ações exige o “desligamento” da outra. Concentração e reflexão exigem trabalho intelectual, e certa paciência que a geração M não tem. Esse novo público absorve informação de forma mais direta e objetiva, além de ter mais controle e liberdade de escolha sobre o conteúdo que recebe.

Existem poucos estudos publicados sobre esse comportamento. O mais conhecido deles, e responsável pela criação do termo “Geração M”, foi realizado pela fundação norte-americana Kaiser Family em 2005 (disponível aqui). Ainda é cedo pra afirmar se essa forma de aprendizagem “multi” é realmente eficiente. Muitos criticam que os jovens de hoje estão cada vez mais entocados em suas teias particulares, cercados por tantas maravilhas tecnológicas. Outros enxergam nesse público um dinamismo fascinante em conhecer e acompanhar o mundo frenético que nos rodeia. No meio dessa controvérsia, é sempre bom lembrar que o exagero desses estímulos de informação é viciante e exaustivo, e que uma pausa ou “desligada” de vez em quando ajuda a organizar melhor as idéias.

É compreensível que as gerações mais velhas encarem com certo receio e estranheza essa mudança de comportamento. Mas o que no começo é visto como “coisa de adolescente” logo acaba fazendo parte do cotidiano de qualquer pessoa. A “máquina de fazer doido” dos novos tempos é multifacetada, e a Geração M tem muito a ensinar sobre o manual de instruções dessa máquina.

Por Luís Guilherme Rodrigues

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O papo foi: conteúdo e SEO

08/11/2007 - 10:14 - Arquitetura da Informação, Eventos, Geral, Referências, Reflexão, SEM, Tendências, Usabilidade, WebWriting

A terça e quarta-feira desta semana (06 e 07/11) foram dias de palestras sobre conteúdo web e otimização de sites para mecanismos de busca na Unicuritiba.

O publicitário Willie Taminato, coordenador de SEO e conteúdo da Mídia Digital, e o jornalista Marcelo Ribeiro, redator e analista de SEO da agência, foram palestrantes da Semana de Comunicação organizada pela universidade.

A palestra foi dividida em dois dias – no primeiro foram abordadas questões teóricas sobre conteúdo e arquitetura de informação, e no segundo dia a conversa foi toda voltada para a otimização de sites para os mecanismos de busca e sobre como trazer tráfego para um website.

Deixamos abaixo os slides da apresentação:

Por Marcelo Ribeiro

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Entendendo Arquitetura da Informação

30/10/2007 - 09:47 - Arquitetura da Informação, Design, Geral, Reflexão, Tendências, Usabilidade

A idéia de arquitetura está presente desde os tempos mais primitivos de nossa existência. Envolve todo e qualquer projeto construído e desenvolvido pelo homem, como um simples lápis ou até uma cidade inteira. E tamanha abrangência não deixaria de envolver a ferramenta que garante nossa sobrevivência e convivência com os demais seres humanos: a comunicação, e mais precisamente seu conteúdo, a informação.

Apesar disso, a nomenclatura “arquitetura de informação” é recente, embora ela já venha sendo aplicada há muito tempo, como na diagramação de um jornal impresso, por exemplo. O conceito só ganhou força nos últimos anos graças ao crescimento da internet, e ao aumento exponencial do número de informações que trafegam nas vias da web. É uma arquitetura com foco exclusivo no usuário, e envolve variados tipos de conhecimento, pois a missão do profissional dessa área é organizar os dados do meio digital para esse internauta, transformando complexidade em simplicidade. O arquiteto de informação elabora o mapa e o fluxograma do site para que o usuário trilhe seu próprio caminho de forma rápida e eficiente, em busca daquilo que procura nesse endereço eletrônico.

No início desse processo, o trabalho do arquiteto resulta na criação dos wireframes, onde os elementos principais das páginas são posicionados e organizados. Muita pesquisa é feita para se chegar a esses wireframes, seja através de reuniões e briefings fornecidos pelo próprio cliente, ou através de análise de sites concorrentes. Leva-se em conta o tipo de negócio da empresa/cliente, quais informações ela deseja passar, e principalmente quem é e como se comporta o consumidor dos produtos ou serviços dessa empresa. Em se tratando de reformulação de sites já existentes, faz-se necessária a realização de testes de usabilidade, onde serão definidos os principais pontos a serem trabalhados nessa reconstrução.

Os wireframes são a base do trabalho de criação, onde o esqueleto do site ganha corpo. Seja nessa fase ou nas demais partes do processo, durante o desenvolvimento e a programação, a presença do arquiteto de informação é constante, para que possíveis ajustes sejam feitos sem comprometer a estrutura elaborada pelo arquiteto. Mais testes de usabilidade são realizados com um protótipo, para afinar o novo site com o principal foco desse trabalho: o usuário.

Pensar no trabalho de arquitetura de informação deveria ser um procedimento básico para qualquer empresa que pretende atrair a atenção de seu público, mas não é o que sempre acontece. “Muitas vezes as empresas priorizam mais suas políticas de negócio a atender as necessidades dos usuários”, afirma Melqui Jr., arquiteto de informação da Mídia Digital. Melqui complementa que “isso é um erro que mais cedo ou mais tarde acaba modificando a política da empresa, pois ela percebe a evasão dos usuários e conseqüentemente a perda de vendas”.

Melqui Jr. é jornalista de formação, e há quatro anos trabalha como arquiteto da informação. Ele considera sua profissão como uma das mais multidisciplinares que conhece, e acha complexo relacionar quais conhecimentos básicos um arquiteto de informação deve ter. “Acredito que ter muita experiência com navegação na internet seja o mais básico de todos… Uma condição necessária é o grande nível de curiosidade, não ter medo de questionar as coisas por mais sagradas que elas sejam”, completa Melqui.

Com um trabalho voltado exclusivamente para o usuário, como se comporta o arquiteto de informação em tempos de web 2.0, onde o internauta colabora cada vez mais na geração de conteúdo na internet, e determina com mais controle quais informações ele deseja receber? Melqui Jr. acredita que “tudo que pode favorecer e melhorar a experiência do usuário só ajuda ainda mais o trabalho da arquitetura de informação, e com certeza se hoje as ferramentas de colaboração são fáceis de usar é porque o trabalho de AI foi bem feito”.

É com trabalhos bem feitos que a área de arquitetura de informação vai amadurecer e se fazer mais presente nos projetos de construção de websites.

Por Luís Guilherme Rodrigues

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Agências “in company”

16/08/2007 - 18:03 - Clientes, Mídia Participativa, Negócios, Reflexão, Tendências

Não é difícil ouvir falar que atendimento bom é aquele que vem até você. Quando comecei a estagiar aqui na Mídia Digital não tinha idéia da expansão de serviços prestados aos nossos clientes.

O fato é que é preciso oferecer serviços diferenciados, por isso o papel da agência é se posicionar como parceira do cliente e não como intermediária.

Com a era da informação e a internet, as empresas possuem seus sites e portais, fazendo com que seja necessário um acompanhamento bem próximo realizado pelos profissionais especializados nesta área. Vivenciar a rotina da empresa e saber de suas limitações pode tornar mais transparente o trabalho a ser feito. A agência Mídia Digital, por exemplo, possui uma equipe exclusiva para o atendimento de jobs do banco HSBC, e conta hoje com 11 funcionários que cuidam da comunicação e do marketing da empresa na internet.

Alessandra Fraresso, designer e coordenadora de Atendimento e Planejamento da Mídia Digital, trabalhou na agência dentro do HSBC com direção de arte por 1 ano, e explica que um dos pontos positivos é a facilidade de se ter aprovações rápidas dos trabalhos solicitados. “É muito mais fácil chegar ao resultado e à solução esperada pelo cliente. Isso traz muito mais satisfação”, comenta Alessandra.

A importância de se trabalhar junto com o cliente é principalmente a percepção de novas oportunidades. O grau de intimidade cresce, a confiança é fortalecida e a qualidade dos serviços também aumenta, pois quando há algum tipo de deficiência ela é imediatamente detectada e resolvida pela equipe de dedicação exclusivamente para o cliente.

Outra diferença de se trabalhar in company é a facilidade e a agilidade para a manutenção do site. “Muitas vezes as atualizações podem ocorrer em prazos de horas, às vezes de minutos, e ter a proximidade de receber a demanda, planejar, criar e publicar é indispensável”, comenta Luciano Campagnoli, bacharel em marketing e um dos integrantes da equipe de planejamento da Mídia Digital dentro do HSBC.

Esse modelo pode ser muito funcional, visto que as empresas passam a contar com a realidade de um planejamento de comunicação e ações propostas segundo um levantamento total de sua história, seus objetivos e metas. E assim, começam a concorrer com mais eficiência no mercado pela alta qualidade dos serviços e pelo comprometimento dos profissionais que se dedicam exclusivamente à empresa.

Por Karine Vargas

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Publicidade e arte caminham juntas em rumos diferentes

31/07/2007 - 14:47 - Geral, Reflexão

“Direção de arte”. “Desenvolvimento de arte” de websites, portais e banners. O fato de o termo arte ser recorrente na nomenclatura de criação publicitária, combinado ao aspecto inovador e estético da área, gera dúvida quanto à publicidade como peça artística.
Não vou tentar definir o que é arte neste artigo – seria uma discussão muito complexa, além de polêmica –, mas acredito que um ponto é senso comum: a arte é caracterizada por ser uma criação autoral.

A idéia de publicidade como arte cai por terra já nesse argumento, pois possui diretrizes do cliente, da agência, do coordenador da equipe, entre outros. “Em design, o cliente espera ver um pouco de você no trabalho, já em publicidade não. O cliente quer somente o que ele necessita”, afirma o designer e diretor de arte da equipe de criação da agência Mídia Digital, Rodrigo Bellão. “Quando tem regra, deixa de ser arte”, completa ele.

Tudo bem, publicidade e arte são diferentes, mas ambas dividem o ideal clássico da beleza. Um banner esteticamente mal resolvido, por exemplo, não atinge um grande público. Por isso, a máxima “o cliente tem sempre razão” não é válida na área de criação. “A maioria dos clientes não consegue mensurar esse tipo de coisa, então a gente propõe quebrar barreiras e fazer o cliente mudar de opinião com justificativas embasadas”, conta o designer e coordenador da equipe de criação da agência, Fernando Barbosa.

Outra regra que dita e dificulta o jogo é a do meio onde a peça publicitária é veiculada. Além do objetivo do anunciante e público-alvo, a internet impõe outros limites, “como o formato e resolução, que dificulta o trabalho, mas ao mesmo tempo força a sua criatividade a fazer algo leve e funcional”, diz o estudante de Publicidade e Propaganda e estagiário de criação da Mídia, Dagmar Lenhart Nesi.

Para estimular a criatividade, referências artísticas voltam a permear o campo da publicidade. Animações, vinhetas e fotografias ajudam Bellão. Ler quadrinhos e fazer ilustrações como hobby dão base para Igor Pinto Arantes – ilustrador da Mídia Digital formado em Gravura, Design e Cinema – que substitui as ferramentas de trabalho Photoshop, Flash, Ilustrator e After Effects, por nanquim e pincel em casa.

Moral da história: a publicidade é a funcionária de agência, enquanto a arte é autônoma, que de vez em quando dá umas dicas para a publicidade.

Por Manuela Sanches

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A importância da URL

26/07/2007 - 14:51 - Geral, Negócios, Reflexão, SEM

Muito se fala em palavras-chave quando se pensa em mecanismos de busca e links patrocinados. Palavras-chave de fato são importantes, porque sem elas seria impossível fazer qualquer consulta dentro de um mecanismo. Mas vamos um pouco mais a fundo. Vejamos apenas a palavra-chave sem nada que a complemente; apenas uma palavra. Agora pense nela levando você para algum lugar. A via rápida que ela utiliza é a sua URL de destino. Pense o quão relevante se torna a sua busca se você cai em uma página que supre a necessidade dessa busca.

Devemos enxergar a URL de destino como a identidade da palavra-chave, assim como nós temos a nossa identidade, os termos de busca também possuem a sua. Um exemplo rápido: você confiaria em uma pessoa que você não sabe onde mora, nem conhece nenhuma informação relevante a respeito dela? Assim funcionam os mecanismos de busca; diga-me o seu destino que eu confiarei em você.

Agora, uma experiência nem um pouco agradável. Alguém entra no Google e pesquisa por um termo. Ele lê um anúncio que chama a sua atenção, e quando essa pessoa clica no anúncio, cai em uma página completamente diferente daquilo que imaginava. Ela sairá do site completamente insatisfeita, fazendo com que esse anunciante perca credibilidade no meio on-line com uma publicidade negativa.

As URLs de destino são como um passaporte para satisfazer as vontades dos usuários, por isso ela deve levá-los ao mais próximo possível de seus desejos. Você não pode fazer com que o usuário clique em algo interessante dentro do seu site, mas pode deixá-lo bem perto disso.

Lembre-se, prepare o caminho para quem vem até o seu site por meio do seu anúncio. É melhor viajar por uma pista com seis vias, com todo o conforto, do que passear por uma estrada de chão. Assim são as URLs de destino, estradas que levam os usuários até seu ponto de chegada.

Por Fabiano Souza

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