Mídia Digital
29/06/2007 - 16:40 - Etc..., Geral, Reflexão
“O trabalho enobrece o homem”, como disse meu pai, em uma de nossas conversas sobre futuro, profissões e emprego. É uma preocupação que atinge as pessoas que já estão no mercado de trabalho, e simplesmente “apavora” os estudantes – os profissionais do futuro. Em meio às turbulências, instabilidades do mercado no país e da “prostituição” de serviços, há de se entender os porquês do desespero. Haveria lugar ao sol para todos se muitos, mesmo experientes, estão sem trabalhar?
Enquanto as oportunidades estão escassas em todos os meios, ter a chance de aprender e ser ensinado é valioso. Muitos são os acadêmicos que procuram fazer um “pé de meia” na sua área profissional e todos, sem dúvida, se agarram com “unhas e dentes” às portas que se abrem. Seja pelo futuro, seja pelo presente, a vida de estagiário pode parecer difícil, dolorosa aos olhos de quem vê, mas também pode ser atrativa, empolgante e supervalorizada pelos que querem aprender: os próprios estagiários.
O famoso título de “escragiário” está em decadência. Aquela idéia de que os estagiários servem apenas para serviços que ninguém quer fazer está mudando na concepção de empresas realmente profissionais. Segundo pesquisas feitas pela Folha de São Paulo em 2005, o que vale na hora da contratação são as habilidades e a vontade de aprender do estagiário, e não um currículo cheio. Ter criatividade e capacidade de trabalhar em equipe também são pontos fortes citados pelo jornal.
Para Rafael Pessoa, 29 anos, formado em Design de Produtos e coordenador da área de Produção e Desenvolvimento da agência Mídia Digital, o importante é criar profissionais nos moldes da empresa, e considera o lugar que trabalha a mais nova tendência do mercado. “Adapto os estagiários à nossa metodologia, mas antes, preciso que eles tenham o mínimo de conhecimento sobre os programas que utilizamos”, explica Pessoa.
Esta tendência está cada vez mais clara às grandes companhias, que se preocupam em treinar os aprendizes para integrá-los em suas estruturas, procurando dar oportunidades àqueles que queiram crescer da mesma forma que a empresa deseja. E quem não quer?
Thiago Henrique Borges, 21 anos, estudante de Processos Gerenciais e um dos 15 estagiários da Mídia Digital, conta que estar estagiando na empresa o projeta para oportunidades de crescimento únicas. Além de trabalhar com o que gosta (é assistente do setor de Links Patrocinados), diz que o ambiente de trabalho ajuda muito na integração e na vontade de trabalhar. “A Mídia está muito acima das minhas expectativas. A empresa é extremamente profissional e nos possibilita futuro mesmo sendo apenas estagiário”, comenta.
Outro estagiário da agência é Lincoln Cezar Alves, de 20 anos. Ele integra a equipe de Produção, é webdesigner e está na Mídia Digital desde janeiro deste ano. Já trabalhava nesta área antes e achava o trabalho repetitivo e explica que, atualmente o que faz lhe deixa muito satisfeito. “O ambiente possui um clima agradável e as atividades são muito bem distribuídas”, diz Lincoln.
O que realmente importa hoje não é manter estagiários em regime de exploração e sim apostar dinheiro e tempo para treiná-los. Além de custar menos contratar uma pessoa em fase de construção profissional, vale muito a pena ensinar alguém a vestir a camisa da sua empresa. Adaptando o ditado popular, mais vale um estagiário na mão que dois profissionais voando.
Por Karine Vargas
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29/05/2007 - 23:48 - Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências
Sou do tempo em que a televisão só pegava 4 canais, isso quando a antena funcionava direito. Hoje não faço idéia de a quantos canais tenho acesso graças à TV a cabo e principalmente à internet, com uma enorme variedade de programas prontos para serem baixados, ou assistidos via streaming. A verdade é que não somos mais os mesmos telespectadores desde o advento da world wide web. A rede mundial abriu os segredos da velha caixa de fazer doidos, e nos permitiu participar mais ativamente dessa loucura. Já não somos mais escravos da programação das emissoras. Assistimos aos nossos programas favoritos na hora em que quisermos, onde quisermos, e da maneira que quisermos.
Veja o exemplo dos seriados norte-americanos. Vinte anos atrás, na carência de conteúdo brasileiro, as séries dos EUA dominavam a programação das TVs abertas. E ninguém se preocupava se Alf, o E.T. Teimoso ou Esquadrão Classe A eram exibidos por aqui com atraso em relação aos Estados Unidos, ou se os episódios eram exibidos na ordem cronológica correta. Ainda não havia internet ao nosso alcance para saber disso. Hoje, os fãs não têm mais paciência de esperar meses, ou até um ano inteiro, para assistir aos seus programas favoritos. A grande teia mundial uniu os telespectadores do mundo inteiro. Possibilitou eles a assistirem, no mesmo período de tempo, aos mais recentes episódios de seriados como Heroes e 24 Horas. E quem esperar pela exibição no Brasil, seja na TV fechada ou TV aberta, corre o risco de perder o fator surpresa das tramas, e conseqüentemente o interesse pelas séries. Sem contar o fato de que a internet tornou-se uma poderosa extensão do conteúdo exibido na TV, permitindo variadas discussões em fóruns especializados e até a criação de tramas paralelas que complementam a história dos seriados.
E agora chega o Joost, prometendo revolucionar ainda mais a relação público-televisão. Desenvolvido pelos mesmos criadores do Skype, o Joost ainda está em versão beta, e é necessário um convite para utilizá-lo. Mas seu layout agradável, sua interface simples, e a variedade de canais e programas disponíveis já demonstram ser fortes atrativos, além da praticidade de assistir à TV a qualquer momento. Os gigantes da mídia estão de olhos bem abertos. Empresas como a Viacom e CBS já investiram cerca de 45 milhões de dólares no Joost, e Sony e Warner estão entre os grupos que fecharam acordos de conteúdo com a TV on-line.
No meio de tanta liberdade de escolha, onde entrariam as propagandas? É sabido que grande parte do público não tem muita paciência em esperar pelo próximo bloco, e geralmente acaba zapeando por outros canais durante os intervalos comerciais. E o merchandising embutido nos próprios programas muitas vezes soa invasivo e forçado. As novas tecnologias de transmissão parecem, a princípio, não abrir espaço para o formato tradicional de publicidade na TV. Como então vender para telespectadores com cada vez mais controle sobre aquilo que assistem?
Duas tendências presentes na internet podem responder a essa questão. Uma delas é o Compulsion, uma ferramenta que permite criar áreas clicáveis diretamente em vídeos. Exemplo: você está assistindo a um episódio de Lost através da web, e você se interessou por uma camiseta que o Charlie está usando numa determinada cena. Basta clicar na tal camiseta e você é direcionado ao site de uma loja onde poderá comprá-la. E essa tecnologia não presta apenas um grande serviço para a publicidade on-line, pois qualquer elemento do vídeo pode também levar o internauta a outros tipos de sites e informações. No site do Compulsion há diversos exemplos de como funciona esse sistema. Bem mais sutil do que empurrar para o público uma marca famosa que não faz sentido algum para o andamento do programa.
A outra tendência envolve uma certa inversão de papéis. Grandes marcas como Budweiser e Audi agora usam a mesma mídia que vende seus produtos para produzir programas de TV para seus consumidores, em canais criados pelas próprias empresas. A Bud.TV, da Budweiser, oferece diversos shows de comédia, esportes e entretenimento, que rendem bons assuntos numa mesa de bar. Já o Audi Channel transmite programas na linha de documentários e viagens, e promete em breve exibir produções de Hollywood onde os carros da montadora aparecem com destaque. Duas iniciativas que elevam o conceito de branding a um inovador patamar.
O muro de Berlim que estava na telinha da TV já não está mais de pé. O telespectador da geração 2.0 ultrapassou a fronteira sabendo o que quer. E quem está do outro lado dessa relação vai ter que aprender o caminho inverso dessa estrada da comunicação.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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24/05/2007 - 17:17 - Clientes, Geral, Negócios, Reflexão, SEM, Tendências
Todas as empresas com uma presença virtual gostariam de estar “em primeiro lugar” no Google. Muitas, entretanto, não sabem o porquê dessa importância. Algumas podem alegar status, outras alegam mais tráfego, ou ainda mais conversões, mas será que alguma empresa já parou para pensar quanto o topo do Google representa em porcentagem de vendas ou ainda em valores?
Recentemente tive acesso a um artigo originalmente publicado pelo site Small Business SEM e resolvi fazer uma versão livre em Português, tentando passar o que o autor original escreveu, e comentar segundo nossa realidade. Me baseei em dados oferecidos pelo site acima, mas tomei a liberdade de passar os valores para Reais – não convertê-los, mas somente escrevê-los em Reais.
A análise
No artigo, o autor criou uma marca de cosméticos fictícia, a XYZ Cosméticos, e estipulou que um de seus produtos – um creme para a pele – ocupa atualmente a 5ª posição no Google para uma busca por “creme para pele”.
Para os valores, o autor utilizou a seguinte definição: o produto custa para o dono da empresa exatos R$ 25,00. Segundo ele, é comum nesse mercado (nos EUA) um lucro de 100% por produto; portanto, o preço final para o consumidor é de R$ 50,00.
O próximo passo foi a definição do volume de busca do termo “creme para pele” na web. Para isso foram usadas algumas ferramentas como o Keyword Selector Tool, Keyword Discovery e o Overture tool. Após a análise dos dados e a realização de uma média, chegou-se ao valor de 5.000 consultas dessas palavras por mês nos mecanismos de busca (uma média não científica, que fique claro, mas que serve para estimarmos esse valor final que é extremamente difícil de ser mostrado com precisão).
Após essa definição, restava saber quantas pessoas clicam em cada uma das posições da primeira página dos buscadores. Esse dado não é facilmente encontrado, sobretudo quando queremos saber dados do Google ou Yahoo. Uma tabela encontrada pelo autor diz respeito à porcentagem de cliques no buscador AOL. Como esses valores “devem” ser próximos aos do Google ou Yahoo, ele resolveu utilizá-los mesmo assim.
Porcentagem aproximada de cliques por posição nos buscadores:
1º – 42%
2º – 12%
3ª – 8,5%
4ª – 6,1%
5ª – 4,9%
Palavra: creme para pele
Posição: 5ª posição na busca
Buscas por mês: 5.000
Preço do item: R$ 50,00
Lucro por unidade: R$ 25,00
Cliques por mês: 245 (4.9% de 5.000 buscas)
As taxas de conversão geralmente referenciadas nos artigos sobre o assunto são de 2%. Portanto, o autor considerou que desses 245 cliques ocorrem 5 conversões (compras) por mês só deste produto. Esses 2% equivalem a um volume de vendas de R$ 250,00, sendo deste total, R$ 125,00 só de lucro.
E se essa empresa aparecesse em primeiro lugar?
É só fazermos as contas:
Palavra: creme para pele
Posição: 1ª posição na busca
Buscas por mês: 5.000
Preço do item: R$ 50,00
Lucro por unidade: R$ 25,00
Cliques por mês: 2.100 (42% de 5.000 buscas)
Desse total de cliques, 2% de conversões equivalem a 42 compras. Isto é, R$ 2.100,00 de vendas e, dessas vendas, R$ 1.050,00 de lucro. São R$ 925,00 a mais de lucro todo mês nesse único produto (em comparação ao lucro caso esse produto estivesse na 5ª posição na busca).
Conclusão: Com a análise acima vemos que quando uma empresa passa da 5ª posição para a 1ª posição nos buscadores isso equivale aproximadamente a 800% de aumento no número de conversões e, conseqüentemente, nos lucros da empresa.
Agora, um comentário meu. Digamos que os números do autor original estejam exagerados (o que eu não acredito) e que esse valor final não seja de 800% de aumento, mas sim de 400%. Qualquer um há de convir que ainda assim é um aumento respeitável nos lucros.
Então, SEO é ou não um bom negócio?
Por Marcelo Ribeiro
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14/05/2007 - 14:07 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0
Pegando uma carona no post anterior, você já imaginou como seria se pudéssemos ver os blogs do mundo todo e seus respectivos links? Pois é, uma imagem que recebi recentemente do meu colega de trabalho Willie Taminato mostra exatamente isso: a blogosfera visível.
É uma concepção artística feita por Matthew Hurst aplicada sobre o globo terrestre e que foi apresentada recentemente pela revista Discover. A imagem representa fielmente, de forma gráfica, os dados numéricos e as estatísticas sobre a grande teia de blogs pelo planeta.
Hust, que trabalha para a Nielsen BuzzMetrics, analisou durante 6 semanas informações sobre relações entre blogs – e seus links – e produziu este mapa. Os pontos brancos são os blogs mais populares. As linhas verdes são os links de um só sentido e as linhas azuis são as trocas de links (links mútuos). Os números dizem respeito também aos blogs mais acessados e com maior número de links.
Para saber mais sobre esse estudo, visite aqui o site da revista Discover.

Por Marcelo Ribeiro
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09/05/2007 - 18:00 - Geral, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências
O Technorati, sistema especializado de busca em blogs, tem hoje grande papel de destaque em sua área de atuação. O relatório publicado trimestralmente por seu criador, David Sifry, é um detalhado raio-x desse universo. Em abril, saiu a última edição desse relatório, com informações interessantes sobre os atuais rumos da blogosfera (são mais de 70 milhões de blogs indexados pelo Technorati).
Entre dezenas de números e estatísticas, o dado que mais chama a atenção diz respeito ao número de posts por dia, que estão diminuindo gradativamente numa média geral. É uma tendência normal de qualquer tecnologia; chegar a um ponto máximo de adoção, para depois cair e estabilizar. E com os blogs completando 10 anos na estrada da informação, atingindo seu estado de maturidade na internet, isso não seria diferente.
Cada vez mais os blogueiros estão priorizando a qualidade acima da quantidade. E os leitores internautas agradecem, pois é bem mais funcional ler textos analíticos e melhor trabalhados do que ter a impressão de receber sempre a mesma informação em diferentes blogs. A competição na web é cruel, e quem oferece aquele algo a mais além do trivial, sobrevive por mais tempo na rede.
Vale ressaltar um dado importante. Dos 70 milhões de blogs indexados pelo Technorati, apenas 15 milhões são ativos, ou seja, são atualizados com regularidade. É muita gente que entra na onda apenas pelo fato de querer ser visto e lido na internet, mas que na prática não tem o quê acrescentar a esse bolo, ou não sabe como acrescentar. Os que hoje fazem parte da blogosfera ativa entendem que o trabalho de produzir um blog requer dedicação e disciplina, e no mundo frenético de hoje, não é sempre que se tem tempo para isso.
Na grande teia mundial, vence a corrida dos blogs quem é mais paciente e dedicado. A fábula da lebre e da tartaruga não me deixa mentir.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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02/05/2007 - 11:10 - Geral, Reflexão, Web 2.0
Quem se lembra das aulas de Biologia na escola conhece a Teoria da Seleção Natural, elaborada pelo naturalista britânico Charles Darwin e apresentada em seu livro “A Origem das Espécies”. Resumindo em poucas palavras, a obra de Darwin mostra que, em qualquer espécie, nenhum indivíduo é exatamente igual ao outro, graças à variabilidade genética. Logo, sobrevivem aqueles que são mais fortes e se adaptam melhor ao ambiente em que vivem, enquanto os mais fracos são eliminados nesse processo natural de evolução.
A Teoria de Darwin se encaixa com tranqüilidade no universo da internet. Sites aparecem e desaparecem num ambiente onde sobrevivem apenas aqueles que mantêm seu poder de atração sempre forte. E nessa selva tecnológica, a evolução caminha a passos largos, o que torna a tarefa de conquistar usuários ainda mais árdua.
Isso tudo me veio à cabeça ao ler a recente notícia de que o MySpace, a maior rede social da internet, vai finalmente lançar sua versão brasileira. Ainda não há previsão de lançamento, mas será interessante acompanhar a chegada do site em terras nacionais, onde o Orkut ainda é o dominante da espécie.
Apesar de sua imensa popularidade entre os brasileiros (que correspondem a quase 56% de todos os usuários no mundo), o Orkut carrega a fama de ser uma ótima idéia mal aproveitada. Não é preciso listar os defeitos já conhecidos entre quem freqüenta ou já freqüentou o site. Destaco apenas um recente relatório da organização não-governamental Safernet, que registra o crescimento em 10 vezes de denúncias envolvendo crimes contra os direitos humanos nas comunidades do Orkut (desde janeiro do ano passado já foram registradas mais de 45 mil denúncias). Hoje, o Orkut é sinônimo de terra sem lei.
Não que o MySpace seja 100% seguro; afinal, na prática, isso ainda é utopia na internet. Mas desde maio do ano passado o site conta com um chief security officer, um diretor responsável por desenvolver mecanismos que garantam a segurança de seus usuários. Esse trabalho já está apresentando bons resultados no sentido de barrar a ação da criminalidade, mas o mais importante é ver o MySpace tomando para si a responsabilidade de proteger a integridade dos internautas que têm seu espaço no site.
São 150 milhões de usuários cadastrados no mundo todo que podem atestar sobre as qualidades do MySpace. Mas, todo esse poder de atração será suficiente para o site conquistar o espaço hoje dominado pelo Orkut? Ou será que o Orkut conseguirá se desenvolver e se impôr frente a esse gigante norte-americano? Somente a seleção natural determinará o vencedor. Vamos aguardar.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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11/04/2007 - 17:38 - Geral, Reflexão, Tecnologia
Dia desses fui ao Shopping Mueller aqui de Curitiba. Estava na passarela que liga o estacionamento ao shopping, andando sem esforço físico pela esteira rolante. Naquele espaço de tempo em que deixei a praticidade me levar, me veio à cabeça a imagem de uma infância regada por desenhos animados: George Jetson, chegando ao seu trabalho na fábrica de rodas dentadas do Sr. Spacely, em uma esteira rolante…
Nos longínquos anos 80, quando lia gibis ou assistia a desenhos e filmes de ficção científica, imaginava se um dia ainda veria todas aquelas parafernálias futuristas no mundo real. Olhando toda a tecnologia que existe hoje à nossa volta, tem-se a noção de que a transição entre a ficção e a realidade é cada vez mais possível.
Leio uma nota sobre o juiz Jack Love, do Novo Mexico, EUA. Ele foi um dos responsáveis pela criação do monitoramento eletrônico de prisioneiros, que através de um aparelho preso ao corpo, alerta as autoridades se o criminoso saiu da área onde deveria estar encarcerado. Pois bem, sabem o que foi a inspiração para o juiz criar o sistema? Uma revista do Homem-Aranha dos anos 70, onde o Rei do Crime prende um bracelete no super-herói para vigiar seus movimentos.
Histórias como essa me fazem apoiar iniciativas como a de Al Cabino, criador da campanha McFly 2015. O objetivo do projeto é ousado: fazer com que a Nike fabrique, em nosso mundo real, o fictício tênis ultra-moderno usado por Michael J. Fox no filme De Volta para o Futuro 2, e que leva a assinatura da empresa esportiva. Num primeiro momento, Cabino organizou uma petição online, que conseguiu reunir as assinaturas de 27.540 ansiosos em seguir os passos de Marty McFly. Até uma propaganda foi produzida pra divulgar as vantagens do estiloso tênis. A campanha segue agora no site oficial, onde você pode contribuir para a realização desse divertido sonho nerd.
Não se pode ignorar a criatividade da cultura pop. Espalhados pelos tentáculos da internet, há inúmeras cabeças pensantes que aparentemente só lêem Homem-Aranha ou já assistiram a De Volta para o Futuro umas 500 vezes, mas que estão gerando sementes para a tecnologia do amanhã.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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04/04/2007 - 16:24 - Mídia Interativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0
Quando você entra em um site, existem diversas pessoas que estão visitando o mesmo site que você. Você já teve curiosidade de saber quem são essas pessoas?
Instalando o Weblin você pode conhecer quem são essas pessoas que coincidentemente estão visitando o mesmo site, ao mesmo tempo que você (que também tem o Weblin instalado, claro).
Seria uma espécie de Second Life misturado com um instant messenger dentro de uma página na internet: você aparece como um avatar e pode conversar com outras pessoas que estão visitando o site, caminhar pela página, fazer um chat privado com alguém, apostar corrida, tudo isso enquanto navega.
Que tal um atendimento on-line dessa forma? Uma explicação on-line “avatarizada” no momento em que o usuário está preenchendo um formulário ou fazendo um pedido? Uma recomendação de um usuário que está na mesma página que você?
Parece interessante? Talvez uma forma de humanizar uma página na internet.
Se você resolver testar o programa, plugin, serviço, apareça aqui no site da Mídia Digital, para trocarmos uma idéia através do weblin.
Veja abaixo alguns exemplos visuais dos avatares povoando os websites:



Por Willie Taminato
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28/03/2007 - 15:06 - Reflexão, Usabilidade, WebWriting
Pois é, não se assuste, mas é exatamente assim que eles são considerados quando o assunto é internet. Seus olhos varrem o website à procura de alguma coisa que os atraia ou que você previamente procura.
Essa característica é chamada de scanning e para aproveitá-la ao máximo, o website e seus elementos de conteúdo devem ser planejados levando-se em conta essa característica de varredura dos olhos.
Comece a notar! Você lê palavra por palavra em um website novo ou faz uma varredura (o tal scan)? Certamente seu cérebro sempre opta pela segunda opção.
Por Marcelo Ribeiro
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26/03/2007 - 14:08 - Eventos, Reflexão
Março, 26, segunda-feira, 2007. Objeto: Nova sede da Mídia Digital. Mais espaço, muito mais janelas. Ou seja, idéias ainda mais arejadas e iluminadas. É sempre bom para alguém com espírito nômade, incomodado com a mesmice, a sensação de mudança. O amontoado de caixas sendo abertas para que cada um possa desempacotar seus pertences. O aglomerado quilométrico de cabos de rede e cabos de força sendo plugados, fazendo as máquinas darem seus primeiros suspiros elétricos e digitais na nova casa. O cheiro queimado do pó de madeira feito com a serra-copo. O chão ainda deslizante por conta do resíduo granulado de pó, madeira, papelão.
Enfim, o cheiro, a cor, o gosto, a sensação magnífica da mudança. Mudança de ar, de endereço, de sede; mas não de espírito. Porque não se pode mudar o espírito, a força, a garra que nos trouxe até aqui. Afinal é esta união de pessoas com qualidades tão individuais e, ao mesmo tempo tão coletivas, que se transforma diariamente em trabalho, em idéias que mutam ao balanço da maré digital. Idéias que certamente nos levarão a novas mudanças, a espaços ainda maiores, com ainda mais janelas, para idéias ainda mais brilhantes.
Sejam bem vindos colegas, amigos, meninos, moças, clientes, internautas, curiosos, incomodados, nômades. Sejam todos muito bem vindos à nova Mídia Digital.
Por Eric Costa
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