Mídia Digital
23/03/2007 - 13:02 - Eventos, Reflexão
Você que está aí do outro lado do monitor, já parou pra pensar quanto tempo você passa em frente ao seu computador? Seja para trabalho, estudo ou pura diversão; quantas horas por dia você fica conectado à internet? Nestes tempos modernos, é cada vez crescente o número de pessoas que resolve diversas questões de sua rotina através da grande teia mundial.
Mas qual o seu grau de dependência da internet? Você seria capaz de, por um dia inteiro, ficar sem computador? É o que o projeto Shutdown Day quer descobrir. Criado pelos canadenses Denis Bystrov e Michael Taylor, o “Dia do Desligamento” será amanhã, dia 24 de março, e pretende atingir todo o mundo conectado pela rede.
Segundo as palavras do próprio Michael Taylor no site da iniciativa:
“Nós não somos contra os computadores, mas seria bacana pegar um tempo livre por um dia inteiro, para refletir e se lembrar de outras coisas da vida que talvez nos esquecemos por estarmos acostumados a uma vida dominada por nosso computador”.
Até o momento, mais de 53.000 pessoas já declararam no site oficial que conseguem se desligar de suas máquinas por 24 horas. Através de depoimentos e vídeos, os internautas podem dar idéias de como aproveitar seu dia sem computador.
E aí, você consegue? Nos conte depois.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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19/03/2007 - 10:36 - Negócios, Reflexão, Tendências
A realidade se modifica rapidamente. Mais de 1 bilhão de usuários de internet estão, a cada dia, cultivando um cenário de múltiplos nichos, apoiado nas ferramentas colaborativas e no acesso rápido. Isto não significa, é claro, que os sucessos irão desaparecer. Eles passam a sofrer uma competição cada vez mais acirrada, diretamente proporcional à sua digitalização e a disponibilidade de seus concorrentes na internet.
Três pilares principais ancoram esta irrefutável realidade. Primeiro, a democratização da produção de conteúdos. Em segundo lugar, temos a democratização da distribuição, com a utilização crescente das ferramentas de busca. Finalmente temos a união entre a produção e a distribuição dos conteúdos, através das opiniões e recomendações dos usuários.
Dois bons exemplos deste novo panorama são a Camiseteria e o Icox.
A Camiseteria é uma loja onde os consumidores podem criar suas estampas para camisetas, além de, logicamente, comprar seus modelos preferidos e exclusivos. Hoje são quase setenta modelos diferentes. Eles se dispõem a gerar, em média, pelo menos uma nova estampa por semana. Os usuários do site votam e escolhem quais camisetas serão produzidas. Os designers selecionados são premiados pelo seu trabalho. Como complemento, há um blog muito bem integrado ao site, facilitando e estimulando a participação dos internautas, e um mural de fotos onde os clientes podem incluir fotos suas com as camisetas e ganhar créditos que podem ser utilizados em futuras compras.
O Icox é um software livre para gestão de comunidades e do conhecimento por elas gerado, inspirado nas idéias da inteligência coletiva de Pierre Levy, centradas na democratização da informação e interatividade como vetores de uma nova sociedade. É um projeto do ICO, Instituto de Inteligência Coletiva, ligado ao Coppe/UFRJ. Qualquer pessoa física ou instituição, seja ela pública ou privada, pode utilizá-lo e ajudar no seu constante aperfeiçoamento. Ele pode ser utilizado para o desenvolvimento de projetos, publicação e comunicação de comunidades, sempre orientado à colaboração entre os usuários. Segundo o site, já foram feitos cerca de 600 downloads da ferramenta em 6 meses.
A rede, a cada dia, passa a ser de muitos para muitos. Espalho um pouco mais dois precisos termos citados por Carlos Nepomuceno, coordenador do Icox. Conseguiremos quebrar as barreiras da produção e acumulação individuais e gerar colméias, onde todos nós podemos produzir, como um organismo grupal, diversos tipos de mel, o mel do conhecimento? A era do crowdsourcing está apenas começando.
Por Alejandro Dicovsky
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16/03/2007 - 15:45 - Mídia Interativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0
Pode parecer estranho, mas nunca imaginei isso. Minha mãe – uma senhora, já avó e professora aposentada, daquelas tradicionais – descobriu a web. E não só descobriu como também mergulhou de cabeça.
Ela não fica um dia sequer sem acessar seus sites e blogs preferidos. Já tem amigas virtuais e troca e-mails regularmente com pessoas que gostam das mesmas coisas que ela.
Um dia desses, ela me perguntou: “Como é que faço para ter um blog? Eu quero um!” Aquilo me espantou, confesso. Minha mãe? Querendo um blog? Na hora, refleti e pensei: É claro!! Ela é o exemplo vivo da tal convergência, da Web 2.0 e das pessoas que querem gerar conteúdo!
Conclusão: A web é pra todos e não tem preconceitos ou barreiras. Pessoas que aparentemente não se encaixam no perfil de internauta estão cada vez mais conectadas.
Pense nisso. A internet de ontem não é a mesma de hoje e não será a mesma amanhã.
Por Marcelo Ribeiro
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14/03/2007 - 18:17 - Reflexão, Second Life, Tendências
Um dia desses vi num mercado uma mulher que era um verdadeiro avatar do Second Life. Toda tatuada, mini-saia, piercing e um cabelo comprido feito de tiras de pano rosa e azul. Veio-me o seguinte pensamento sobre uma possível tendência futura: a “Avatarização das Pessoas”.
Hoje temos no Second Life pessoas que criam seus avatares parecidos com elas mesmas, ou algum super-ego – um avatar do que ela desejaria ser. Mas e se no ambiente do SL tivermos avatares de sucesso, verdadeiras celebridades? Muitas pessoas poderão se vestir como os avatares, como já ocorre com jovens se vestindo como astros pop presentes na mídia. Vamos ver se isso acontece.
Por Cláudio Palmieri
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14/03/2007 - 13:36 - Reflexão, Tendências
Você já deve ter ouvido isso: “a TV está com seus dias contados”. Será? O consumo da TV tradicional pode até diminuir, mas não desaparecer.
O histórico da comunicação nos mostra que nenhuma nova mídia acabou com a outra. A TV, por exemplo, não eliminou o rádio ou o cinema, e o jornal impresso não desapareceu depois de sua versão digital.
Vejam os exemplos dos seriados Lost e Heroes. Ambos utilizam a internet para complementar seu conteúdo na TV e não perdem nada com isso.
Muito pelo contrário. Lost deve grande parte do seu sucesso aos sites “reais” de empresas e personagens que aparecem nos episódios. Ou ainda, a vídeos exclusivos exibidos no YouTube.
A internet é uma mídia complementar, que soma conteúdo à TV e agrega valor a campanhas e a produções de cinema, seriados, etc.
Será que precisamos de mais provas de que a TV só tem a ganhar com a interferência da web?
Por Alessandra Fraresso
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08/03/2007 - 18:12 - História, Reflexão
1) O blog de David Lithman mostra neste post a evolução da página inicial do Yahoo, desde 1996 até hoje. É interessante perceber, através desse exemplo, como chegamos a este estágio atual de overdose de informações na web. Os espaços em branco no site foram diminuindo, diminuindo…
2) O site Yvoschaap.com faz um tributo aos grandes nomes da era Web 1.0, do tempo da conexão discada de 14 e 28 kbps, quando você nem imaginava que seria escolhido “pessoa do ano” pela revista Time. São sites de enorme popularidade nos longínquos anos 90, e que hoje ou foram comprados pelos gigantes da internet ou adormecem no limbo da grande rede…
3) E pra fechar, uma interessante reportagem norte-americana de 1993 sobre o ascendente sucesso de uma tal de internet… (em inglês)
Por Luís Guilherme Rodrigues
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