Mídia Digital
10/11/2009 - 10:31 - Arquitetura da Informação, Geral, Reflexão, Usabilidade
A universidade de Stanford tem um grupo de estudos especializado em credibilidade na web. Eles desenvolveram uma lista dos 10 itens que mais influenciam a credibilidade de um site, o que é muito importante para o bom desempenho de qualquer coisa na internet. Veja por exemplo como o Peter Morville inclui este conceito na sua teoria de experiência do usuário.
Por isso, traduzi a lista e incorporei algumas opiniões pessoais. Veja o que seu site precisa respeitar para ser respeitado na internet:
1 – Facilite a verificação das informações do seu site.
Se as informações do seu site são confiáveis, não tem por quê esconder as fontes. Disponibilize o link de onde você tirou a informação; cite nomes e referências .
2 – Mostre que existe uma instituição organizada por trás do projeto
Transfira a autoridade de organizações respeitadas para o conteúdo. Funciona como um “Page Rank Cognitivo”. Exiba logomarcas, números de registros, entre outras informações oficiais que demonstrem que seu site tem bala na agulha.
3 – Realce a experiência da organização nos serviços que oferece e nos conteúdos que disponibiliza.
Você tem um conteúdo de qualidade? Os profissionais da sua empresa são os melhores do mercado? Exponha e explore isso de maneira objetiva. Diga também a quanto tempo sua empresa está no mercado, exiba cases de sucesso, depoimentos de parceiros, clientes, etc.
4 – Mostre as pessoas honestas e confiáveis por trás do projeto
Exiba nomes. Forneça contatos pessoais na medida do possível. Se o usuário tem acesso fácil a quem está envolvido com o desenvolvimento de um site ele pode esclarecer suas desconfianças pessoalmente.
5 – Facilite o contato
Quem não deve não teme. Os usuários se sentem seguros ao saber que podem fazer contato com o site rapidamente e por diferentes caminhos. Não esqueça de sempre responder os contatos.
6 – O design do seu site deve parecer profissional (ou apropriado para sua finalidade)
Aí está um dos fatores que atestam a importância da beleza do layout na usabilidade. Ninguém confia em um site feio ou com aparência amadora.
7 – Faça seu site fácil de utilizar, e útil
Problemas de usabilidade também evocam amadorismo, além de irritar o usuário, prejudicando as conversões. Sites que não servem pra nada, então, não é preciso nem comentar.
8 – Atualize seu site freqüentemente (ou pelo menos mostre que foi revisado recentemente)
Uma das coisas mais legais da internet é o dinamismo. Mesmo se um site tem conteúdo estático (página institucional, por exemplo), ninguém vai confiar muito se a última atualização foi no tempo dos dinossauros.
9 – Seja moderado com conteúdos promocionais (anúncios e ofertas)
Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Mas além da desconfiança comercial (produtos baratos demais, por exemplo), se mais de 70% da área do site é tomada por banners e links patrocinados, é porque o conteúdo é duvidoso ou não deve ser muito importante.
10 – Evite todo o tipo de erro, por menor que seja.
Bugs também são fortes indícios de amadorismo e de deficiências no projeto. É melhor uma funcionalidade que não existe do que uma que não funciona.
Confira o texto original.
Por Vinícius Krause
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22/10/2009 - 15:56 - Arquitetura da Informação, Geral, Usabilidade
Nos próximos dias 29 e 30 de outubro, realizaremos uma série de testes de usabilidade para um de nossos clientes. Precisamos recrutar 6 pessoas que se encaixem em uma ou mais dessas características:
- Homens e mulheres;
- A partir de 18 anos;
- Já fizeram consórcio pela internet;
- Nunca tenham feito consórcio pela internet, mas já fizeram por outros meios;
- Nunca tenham feito consórcio pela internet, nem por outros meios, mas tenham vontade em fazer um consórcio (carro, moto, imóvel, etc.).
Interessados em participar desse teste devem enviar um e-mail para: luisguilherme@midiadigital.com.br, com nome, e-mail e telefone.
Esse teste é presencial e será feito apenas na sede da Mídia Digital em Curitiba, e deve durar de 40 minutos a 1 hora.
Participem e ajudem a construir uma internet mais fácil para você!
Por Luís Guilherme Rodrigues
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11/03/2009 - 15:04 - Clientes, Mídia Digital, Usabilidade, Web 2.0
Nos dias 16, 17 e 18/03, realizaremos testes de usabilidade para alguns dos nossos clientes e com isso precisamos recrutar 10 pessoas com o seguinte perfil:
- homens e mulheres
- de 20 a 40 anos
- usuários de internet (não precisa ser heavy user)
- que já tenham realizado uma compra online
Os interessados em fazer o teste devem enviar um e-mail para:
ale@midiadigital.com.br com nome, e-mail e telefone.
Esse teste será feito na própria Mídia Digital, com duração de 1h aproximadamente.
No final do teste, os entrevistados receberão um vale da FNAC no valor de R$50,00.
Participem!
Por Samille Sousa
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11/03/2009 - 14:54 - Arquitetura da Informação, Clientes, Design, Negócios, Usabilidade, Web 2.0
Lançamos esse mês o novo site da Porto Seguro.
Para esse projeto destacamos os serviços oferecidos pelo nosso cliente, usabilidade e, principalmente, eficiência na solicitação de propostas e o acesso aos corretores e simulações.
Entre as novidades, temos:
- Canais com conteúdos exclusivos para clientes, corretores, investidores e prestadores de serviços.
- Um sistema de simulação e contratação online de alguns produtos.
- Área exclusiva para clientes da Porto Seguro com diversos serviços online, como solicitação de boleto e cartão, consulta à apólice, aviso e acompanhamento de sinistro, contato com o corretor, entre outros.

O objetivo do site é funcionar como uma ferramenta efetiva de negócios, e não apenas como um local para busca informações.
Por Samille Sousa
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03/10/2008 - 18:35 - Geral, Mobile, Reflexão, Tecnologia, Tendências, Usabilidade
Nos últimos anos, não houve um aparato tecnológico tão badalado e comentado quanto o iPhone. Capa de diversas revistas mundo afora, o celular da Apple foi celebrado como uma revolução, exageros à parte. Finalmente, o aparelhinho chegou ao Brasil (oficialmente, pois nestes velozes tempos da comunicação digital, o iPhone é um clandestino desde o dia em que o primeiro modelo foi lançado mundialmente, em 2007).
O propósito aqui não é elogiar nem criticar o telefone da Apple. A idéia é apenas aconselhar quem está querendo entrar na onda do iPhone sem saber muito bem o que está comprando. Antes de comprar qualquer celular, é muito importante ter a noção do que você pretende fazer com ele. Se você quer apenas usá-lo como telefone, se pretende tirar fotos e fazer vídeos, se vai acessar bastante a internet por ele… Pra você ter uma idéia, o iPhone não faz gravações em vídeo e nem permite o envio de MMS. Muitos podem se deslumbrar com a tela sensível ao toque, mas outras marcas que estão há mais tempo no mercado da telefonia celular devem lançar, muito em breve, aparelhos com a mesma tecnologia, além de possuírem recursos que o iPhone não oferece. É preciso pesquisar os diversos modelos que já estão disponíveis e ver qual se encaixa mais com seu perfil.
Mas não se pode negar que se trata de um dos melhores brinquedinhos criados para adultos nos últimos tempos. Já existem inúmeros aplicativos disponíveis para o iPhone que o transformam numa espécie de canivete suíço do século 21. Além disso, a Apple tem histórico em produzir sistemas simples de serem usados e ótimos em usabilidade, e com seu telefone isso não é diferente.
Então, você precisa mesmo de um iPhone?
Por Luís Guilherme Rodrigues
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22/09/2008 - 18:56 - Geral, Tecnologia, Tendências, Usabilidade, Web 2.0
Conforme falamos no último post, a Google entrou de vez na guerra dos navegadores. Foi notícia até no Jornal da Globo. Mas bem antes de todo esse falatório em torno do Chrome, o navegador da Raposa de Fogo apresentava sua pequena, porém poderosa, arma. O Ubiquity do Firefox é muito mais do que um simples complemento do navegador, e promete mudar a forma como navegamos pela web.
Antes, um pouco de informação. Ubiquity, ou ubiqüidade em português, significa “onipresença; qualidade de um ser que dá a impressão de estar física e simultaneamente presente em diversos lugares, pessoas e coisas” (obrigado, Houaiss!). O novo aplicativo do Firefox permite criar mashups a partir de vários serviços web, sem ter muito conhecimento técnico. É uma verdadeira coleção de simples comandos de texto que os usuários podem usar para manipular a informação recebida de diversas fontes, “misturando-as” com outras formas de informação. Uma maneira de interação na web de forma simples, rápida e, porque não, divertida.
Um exemplo básico: fazer uma busca no Google. Através do Ubiquity, é só selecionar a palavra ou palavras a serem pesquisadas, e digitar Ctrl+Enter (esse comando pode ser alterado nas configurações). Surgirá essa tela a seguir:

Repare que o comando do Google é o primeiro a aparecer nessa lista, e como já está selecionado, os resultados da busca aparecem na própria tela do Ubiquity. Mas se preferir, basta apertar Enter de novo e você é direcionado à página do Google em questão.
E se por acaso você quiser fazer uma busca no Flickr (que não aparece de cara na primeira tela)? É só digitar Flickr e a palavra-chave a ser buscada e clicar Enter. Ou então selecionar a palavra-chave num texto da web, Ctrl+Enter e digitar Flickr (ou menos que isso, já que à medida que você digita o nome do comando, ele já traz as opções de comando disponíveis em seu Ubiquity).

Para descobrir os inúmeros comandos disponíveis para o Ubiquity, é só acessar https://wiki.mozilla.org/Labs/Ubiquity/Commands_In_The_Wild. Realmente é uma imensa variedade de ações e possibilidades, então vale muito a pena dar uma olhada nesse link.
O Google já prometeu lançar em breve os esperados complementos para o Chrome. Resta saber se serão páreos para os add-ons já disponíveis para o Firefox, e para a pequena revolução chamada Ubiquity.
Saiba mais sobre o Ubiquity
Por Luís Guilherme Rodrigues
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10/09/2008 - 11:27 - Design, Geral, Tecnologia, Tendências, Usabilidade
A Mozilla fez um grande estardalhaço no lançamento do Firefox 3.0. Houve toda aquela campanha para se bater o recorde de downloads de um programa num único dia (feito alcançado), e a blogosfera tratou de propagar o buzz sobre as novas funcionalidades do navegador (Awesome Bar, Favoritos, Identificação de Segurança, etc.). No balanço geral, grau de satisfação alto entre os usuários da “Raposa de Fogo”. Mas nada ameaçador para a grande popularidade do Internet Explorer.
Nos bastidores dos acontecimentos, um certo gigante estava arquitetando a sua entrada nessa briga. No espaço de um dia, o Google apresentou e lançou seu mais novo rebento, o Chrome. E o novo navegador tem boas armas para enfrentar seus adversários.
O design minimalista e o visual “clean”, já presentes em outros aplicativos do Google, chamam atenção à primeira vista. Azul pálido, apenas os botões essenciais para a navegação e o máximo de espaço possível para a tela do website visitado.

Assim que se inicia o Google Chrome, mais novidades. Ao contrário do Firefox, as abas de navegação estão no topo da janela do próprio programa, não dentro dele. A página inicial apresenta links diretos para os sites mais visitados pelo usuário, além de seus favoritos mais recentes; uma forma de agilizar a navegação. Por falar em agilidade, o Chrome possui um novo sistema de velocidade que permite executar códigos JavaScript de forma muito mais rápida que seus concorrentes. É só navegar um pouquinho que já se sente a diferença da velocidade.
Cada aba do Chrome é carregada separadamente; logo, se uma aba travar durante a navegação, não é preciso fechar todo o navegador, apenas a aba em questão. Não dá pra deixar de mencionar a barra inteligente de navegação, que assim como sua equivalente no Firefox, é capaz de acessar sites já visitados através de palavras-chaves e fazer buscas diretamente no… Google.
Como qualquer produto beta, o Chrome ainda não está 100%, e ainda apresenta algumas falhas, até mesmo para carregar páginas do próprio Google. Mas promete esquentar bastante a guerra dos navegadores. Para quem quiser experimentar o novo brinquedinho, é só baixá-lo no site oficial.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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19/12/2007 - 15:50 - Arquitetura da Informação, Geral, Reflexão, Usabilidade
Para aqueles que já seguem as melhores práticas de usabilidade, de acessibilidade, de amigabilidade, de encontrabilidade e de tantas outras “dades” aplicadas na web, este artigo possivelmente não trará novidades. Porém, sempre é bom lembrar que “canja de galinha não faz mal a ninguém”. Não se espante caso ao final do artigo você chegue a seguinte pergunta: era sobre Arquitetura de Informação ou sobre Usabilidade, etc.?
A resposta é simples. Não existe Arquitetura de Informação (AI) sem considerar esses fatores. Todas essas questões estão amplamente interligadas. Isso se dá a tal ponto que às vezes é difícil distinguir onde uma começa e onde a outra termina. A Arquitetura de Informação através de seus métodos e de toda essa interdisciplinaridade é quem vai apontar os caminhos para o aumento de performance. Pela idéia de aumentar performance pode-se deduzir que um site tem um resultado X e naturalmente quer elevá-lo N vezes. Para esse aumento, basta você fornecer aos usuários de forma simples, intuitiva, envolvente e acessível todas as informações e funções oferecidas pelo seu site.
A questão é: como fazer isso?
Na arquitetura de informação, procuramos traduzir o complexo mundo das interações disponibilizadas pelas tecnologias, para o simples dia-a-dia de quem potencialmente vá usá-las. A AI se vale de critérios embasados no estudo do comportamento dos usuários para apontar os melhores caminhos e soluções a serem adotadas para a tal tradução que citei há pouco, e conseqüentemente para o aumento de performance.
O estudo do comportamento dos usuários pode ser feito de várias maneiras, como pesquisa etnográfica, teste de usabilidade, cardsorting, análise de folksonomias, levantamento de perfis, etc. Esses estudos podem se dar de forma casual ou contínua. A diferença básica entre essas duas formas é o tempo empregado na análise e na compreensão do mundo dos usuários. O estudo contínuo pode ser exemplificado com o trabalho do Arquiteto de Informação que procura monitorar as tendências dos usuários; ou seja, ele acompanha continuamente a movimentação comportamental dos mesmos, e dessa forma obtém informações sobre as preferências e costumes desses usuários. Caracteriza-se principalmente como um trabalho de pesquisa em longo prazo. Já no estudo casual o trabalho realizado geralmente se restringe a uma demanda específica como, por exemplo, avaliar junto a uma amostra do público-alvo o quão usável está um sistema submetendo-o a testes de usabilidade. Isso eu acredito que todo mundo sabe, mas o que me espanta é que estou neste mercado há um bom tempinho e até hoje me deparo com a frase “não dá tempo de fazer testes”.
Jakob Nielsen, apontado como guru da usabilidade na web, disse em uma entrevista a um jornal brasileiro que a usabilidade está cada vez mais popular simplesmente porque ela prova como um site sem foco no usuário pode ser prejudicial ao bolso e prestativo à concorrência. Foco no usuário é o desenvolvimento de um site ou de um sistema no qual a participação do público-alvo está envolvida desde o surgimento da idéia até a publicação da mesma.
Simples, não? Porém, mesmo isso sendo simples, muitas vezes acaba sendo ignorado ou mesmo esquecido. Para representar projetos criados sem foco no usuário costumo usar o termo “euSite”. Neles, praticamente apenas o dono do site e um grupo bem restrito de usuários sabem usar com sucesso todo o potencial do site. É importante lembrar que a figura do “euSite” não representa que todo site está errado e sim que uma ou muitas funções dispostas nele foram criadas sem foco no usuário. A queda de performance do site está intimamente ligada a todas as funções existentes que tentamos usar e não conseguimos, a todas as informações que procuramos e não achamos nem se apelarmos para o mapa do site.
O caminho para o aumento de performance é único: foco no usuário.
(Artigo publicado originalmente no site da JumpExec)
Por Melqui Jr.
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08/11/2007 - 10:14 - Arquitetura da Informação, Eventos, Geral, Referências, Reflexão, SEM, Tendências, Usabilidade, WebWriting
A terça e quarta-feira desta semana (06 e 07/11) foram dias de palestras sobre conteúdo web e otimização de sites para mecanismos de busca na Unicuritiba.
O publicitário Willie Taminato, coordenador de SEO e conteúdo da Mídia Digital, e o jornalista Marcelo Ribeiro, redator e analista de SEO da agência, foram palestrantes da Semana de Comunicação organizada pela universidade.
A palestra foi dividida em dois dias – no primeiro foram abordadas questões teóricas sobre conteúdo e arquitetura de informação, e no segundo dia a conversa foi toda voltada para a otimização de sites para os mecanismos de busca e sobre como trazer tráfego para um website.
Deixamos abaixo os slides da apresentação:
Por Marcelo Ribeiro
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30/10/2007 - 09:47 - Arquitetura da Informação, Design, Geral, Reflexão, Tendências, Usabilidade
A idéia de arquitetura está presente desde os tempos mais primitivos de nossa existência. Envolve todo e qualquer projeto construído e desenvolvido pelo homem, como um simples lápis ou até uma cidade inteira. E tamanha abrangência não deixaria de envolver a ferramenta que garante nossa sobrevivência e convivência com os demais seres humanos: a comunicação, e mais precisamente seu conteúdo, a informação.
Apesar disso, a nomenclatura “arquitetura de informação” é recente, embora ela já venha sendo aplicada há muito tempo, como na diagramação de um jornal impresso, por exemplo. O conceito só ganhou força nos últimos anos graças ao crescimento da internet, e ao aumento exponencial do número de informações que trafegam nas vias da web. É uma arquitetura com foco exclusivo no usuário, e envolve variados tipos de conhecimento, pois a missão do profissional dessa área é organizar os dados do meio digital para esse internauta, transformando complexidade em simplicidade. O arquiteto de informação elabora o mapa e o fluxograma do site para que o usuário trilhe seu próprio caminho de forma rápida e eficiente, em busca daquilo que procura nesse endereço eletrônico.
No início desse processo, o trabalho do arquiteto resulta na criação dos wireframes, onde os elementos principais das páginas são posicionados e organizados. Muita pesquisa é feita para se chegar a esses wireframes, seja através de reuniões e briefings fornecidos pelo próprio cliente, ou através de análise de sites concorrentes. Leva-se em conta o tipo de negócio da empresa/cliente, quais informações ela deseja passar, e principalmente quem é e como se comporta o consumidor dos produtos ou serviços dessa empresa. Em se tratando de reformulação de sites já existentes, faz-se necessária a realização de testes de usabilidade, onde serão definidos os principais pontos a serem trabalhados nessa reconstrução.
Os wireframes são a base do trabalho de criação, onde o esqueleto do site ganha corpo. Seja nessa fase ou nas demais partes do processo, durante o desenvolvimento e a programação, a presença do arquiteto de informação é constante, para que possíveis ajustes sejam feitos sem comprometer a estrutura elaborada pelo arquiteto. Mais testes de usabilidade são realizados com um protótipo, para afinar o novo site com o principal foco desse trabalho: o usuário.
Pensar no trabalho de arquitetura de informação deveria ser um procedimento básico para qualquer empresa que pretende atrair a atenção de seu público, mas não é o que sempre acontece. “Muitas vezes as empresas priorizam mais suas políticas de negócio a atender as necessidades dos usuários”, afirma Melqui Jr., arquiteto de informação da Mídia Digital. Melqui complementa que “isso é um erro que mais cedo ou mais tarde acaba modificando a política da empresa, pois ela percebe a evasão dos usuários e conseqüentemente a perda de vendas”.
Melqui Jr. é jornalista de formação, e há quatro anos trabalha como arquiteto da informação. Ele considera sua profissão como uma das mais multidisciplinares que conhece, e acha complexo relacionar quais conhecimentos básicos um arquiteto de informação deve ter. “Acredito que ter muita experiência com navegação na internet seja o mais básico de todos… Uma condição necessária é o grande nível de curiosidade, não ter medo de questionar as coisas por mais sagradas que elas sejam”, completa Melqui.
Com um trabalho voltado exclusivamente para o usuário, como se comporta o arquiteto de informação em tempos de web 2.0, onde o internauta colabora cada vez mais na geração de conteúdo na internet, e determina com mais controle quais informações ele deseja receber? Melqui Jr. acredita que “tudo que pode favorecer e melhorar a experiência do usuário só ajuda ainda mais o trabalho da arquitetura de informação, e com certeza se hoje as ferramentas de colaboração são fáceis de usar é porque o trabalho de AI foi bem feito”.
É com trabalhos bem feitos que a área de arquitetura de informação vai amadurecer e se fazer mais presente nos projetos de construção de websites.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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