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Mídia Digital

Entendendo Arquitetura da Informação

30/10/2007 - 09:47 - Arquitetura da Informação, Design, Geral, Reflexão, Tendências, Usabilidade

A idéia de arquitetura está presente desde os tempos mais primitivos de nossa existência. Envolve todo e qualquer projeto construído e desenvolvido pelo homem, como um simples lápis ou até uma cidade inteira. E tamanha abrangência não deixaria de envolver a ferramenta que garante nossa sobrevivência e convivência com os demais seres humanos: a comunicação, e mais precisamente seu conteúdo, a informação.

Apesar disso, a nomenclatura “arquitetura de informação” é recente, embora ela já venha sendo aplicada há muito tempo, como na diagramação de um jornal impresso, por exemplo. O conceito só ganhou força nos últimos anos graças ao crescimento da internet, e ao aumento exponencial do número de informações que trafegam nas vias da web. É uma arquitetura com foco exclusivo no usuário, e envolve variados tipos de conhecimento, pois a missão do profissional dessa área é organizar os dados do meio digital para esse internauta, transformando complexidade em simplicidade. O arquiteto de informação elabora o mapa e o fluxograma do site para que o usuário trilhe seu próprio caminho de forma rápida e eficiente, em busca daquilo que procura nesse endereço eletrônico.

No início desse processo, o trabalho do arquiteto resulta na criação dos wireframes, onde os elementos principais das páginas são posicionados e organizados. Muita pesquisa é feita para se chegar a esses wireframes, seja através de reuniões e briefings fornecidos pelo próprio cliente, ou através de análise de sites concorrentes. Leva-se em conta o tipo de negócio da empresa/cliente, quais informações ela deseja passar, e principalmente quem é e como se comporta o consumidor dos produtos ou serviços dessa empresa. Em se tratando de reformulação de sites já existentes, faz-se necessária a realização de testes de usabilidade, onde serão definidos os principais pontos a serem trabalhados nessa reconstrução.

Os wireframes são a base do trabalho de criação, onde o esqueleto do site ganha corpo. Seja nessa fase ou nas demais partes do processo, durante o desenvolvimento e a programação, a presença do arquiteto de informação é constante, para que possíveis ajustes sejam feitos sem comprometer a estrutura elaborada pelo arquiteto. Mais testes de usabilidade são realizados com um protótipo, para afinar o novo site com o principal foco desse trabalho: o usuário.

Pensar no trabalho de arquitetura de informação deveria ser um procedimento básico para qualquer empresa que pretende atrair a atenção de seu público, mas não é o que sempre acontece. “Muitas vezes as empresas priorizam mais suas políticas de negócio a atender as necessidades dos usuários”, afirma Melqui Jr., arquiteto de informação da Mídia Digital. Melqui complementa que “isso é um erro que mais cedo ou mais tarde acaba modificando a política da empresa, pois ela percebe a evasão dos usuários e conseqüentemente a perda de vendas”.

Melqui Jr. é jornalista de formação, e há quatro anos trabalha como arquiteto da informação. Ele considera sua profissão como uma das mais multidisciplinares que conhece, e acha complexo relacionar quais conhecimentos básicos um arquiteto de informação deve ter. “Acredito que ter muita experiência com navegação na internet seja o mais básico de todos… Uma condição necessária é o grande nível de curiosidade, não ter medo de questionar as coisas por mais sagradas que elas sejam”, completa Melqui.

Com um trabalho voltado exclusivamente para o usuário, como se comporta o arquiteto de informação em tempos de web 2.0, onde o internauta colabora cada vez mais na geração de conteúdo na internet, e determina com mais controle quais informações ele deseja receber? Melqui Jr. acredita que “tudo que pode favorecer e melhorar a experiência do usuário só ajuda ainda mais o trabalho da arquitetura de informação, e com certeza se hoje as ferramentas de colaboração são fáceis de usar é porque o trabalho de AI foi bem feito”.

É com trabalhos bem feitos que a área de arquitetura de informação vai amadurecer e se fazer mais presente nos projetos de construção de websites.

Por Luís Guilherme Rodrigues

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Confira a apresentação de Melqui Jr. sobre Arquitetura da Informação

09/10/2007 - 10:24 - Arquitetura da Informação, Geral, Negócios, Referências, Usabilidade

Para quem gostou da palestra do arquiteto de informação da Mídia Digital, Melqui Jr., realizada no último dia 15 de setembro durante o 12º Encontro de Web Design, e também para quem não pôde estar presente na ocasião, disponibilizamos aqui a apresentação “Arquitetura da Informação do planejamento à publicação dos websites”.

[slideshare 122307 arquitetura-de-informao-do-planejamento-publicao-dos-websites4065]

Por Luís Guilherme Rodrigues

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A importância dos Web Standards no desenvolvimento Web

15/05/2007 - 17:14 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Tecnologia, Usabilidade, Web 2.0

Muito se fala da nova fase em que estamos passando, a Web 2.0, com seus recursos voltados tanto para a interatividade do usuário com o site, como para com outros usuários, gerando conteúdos colaborativos e cada vez mais dinâmicos.

Mas muitos elementos estão por trás dessa nova onda pela qual a internet está passando. Entre eles está a utilização dos Web Standards; padrões criados para desenvolvimento de sites. Para entendê-los, basta imaginar pessoas de países diferentes que, se não possuírem a mesma língua para dialogar, não conseguirão passar sua mensagem de maneira exata, deixando de se comunicar corretamente.

Os Web Standards possuem esta finalidade, criando padrões para desenvolvimento e possibilitando que diversos navegadores e dispositivos distintos acessem conteúdos de maneira semelhante, para não prejudicar e excluir usuários independentemente do modo pelo qual estão acessando o site. Isso permite que, teoricamente, pessoas navegando com Firefox ou Internet Explorer possam acessar o mesmo site sem o menor problema. Infelizmente, não é o que acontece na prática, devido a falhas no desenvolvimento do navegador da Microsoft.

Um dos elementos-chave para o desenvolvimento correto dos sites é a separação do conteúdo de sua forma de apresentação. O conteúdo do site é desenvolvido separadamente de seu layout, permitindo melhor compreensão por parte das pessoas e das máquinas (sistemas de busca e dispositivos de acesso como celulares, TVs, handhelds, etc). As páginas adequadas aos Web Standards permitem, por exemplo, a utilização de programas voltados a deficientes, permitindo a eles visitar conteúdos antes inacessíveis.

Felizmente, mais e mais empresas estão tornando os Web Standards um dos fatores obrigatórios no momento que escolhem a agência para desenvolver seu site e, por sua vez, mais e mais agências procuram desenvolvedores capacitados para realizar um trabalho de qualidade que esteja dentro dos padrões. Ainda falta muito a se fazer, não se trata apenas de aprender a fazer sites tableless (construção de layouts sem a utilização de tabelas), mas de uma verdadeira conscientização da utilização correta de tags HTML e uma melhor organização do conteúdo, para que isso seja acessível a todos.

Por Carlos Eduardo de Souza

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Dúvida em compreender uma palavra? Que tal clicar duas vezes…

07/05/2007 - 11:55 - Geral, Mídia Interativa, Tecnologia, Tendências, Usabilidade, Web 2.0, WebWriting

O tradicional jornal norte-americano New York Times adotou uma novidade interessante há alguns meses, mas que ainda não é muito conhecida pelos internautas: uma funcionalidade que permite ao leitor pesquisar o significado de qualquer palavra publicada em suas páginas – independentemente de ser um link “tradicional” ou não.

Faça um teste: visite o site www.nyt.com e, ao ler uma notícia qualquer, clique duas vezes em qualquer palavra do texto. Ao clicar, uma nova janela se abre, com a definição daquela palavra no site/dicionário Answers.com. Sua dúvida é sanada em segundos!

Só tem um detalhe: a tecnologia só funciona nas matérias internas. Não adianta tentar na homepage.

Essa tecnologia foi desenvolvida pelo portal Answers.com e é chamada de 1-Click Answersnyt_ss.gif

Por Marcelo Ribeiro

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Seus olhos = scanner

28/03/2007 - 15:06 - Reflexão, Usabilidade, WebWriting

Pois é, não se assuste, mas é exatamente assim que eles são considerados quando o assunto é internet. Seus olhos varrem o website à procura de alguma coisa que os atraia ou que você previamente procura.

Essa característica é chamada de scanning e para aproveitá-la ao máximo, o website e seus elementos de conteúdo devem ser planejados levando-se em conta essa característica de varredura dos olhos.

Comece a notar! Você lê palavra por palavra em um website novo ou faz uma varredura (o tal scan)? Certamente seu cérebro sempre opta pela segunda opção.

Por Marcelo Ribeiro

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Escrevendo para todo mundo ler

19/03/2007 - 16:05 - Usabilidade, WebWriting

Redação não tem muito segredo. Ao contrário do que muitos podem pensar, escrever bem não é o mesmo que escrever difícil. E redigir para a web segue a mesma regra: simplicidade e em doses homeopáticas.

Textos prolixos, cheios de palavras difíceis, são definitivamente coisa do passado.

Outra dica legal é deixar os textos com seus parágrafos separados em blocos. O leitor, inconscientemente, prefere textos menores e separados em partes. Faça um teste você mesmo: que tal ler um texto de 100 linhas sem parágrafos ou o mesmo texto em conjuntos de 5 ou 6 linhas? ;)

Com esses cuidados, o texto torna-se mais amigável, fácil de ser compreendido e – principalmente – pouco cansativo. A correria do dia-a-dia e a falta de praticidade que a leitura na tela oferece são apenas algumas das razões para optarmos por um texto clean.

Por Marcelo Ribeiro

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