Interatividade gerando resultados

Mídia Digital

Qualificando a web

27/02/2008 - 10:42 - Geral, Tendências, Web 2.0, Web Standards

O “bum!” dessa tal de Web 2.0 está em seu ponto culminante. Cada dia que passa é Web 2.0 pra cá é pra lá. Novos sistemas surgem a cada instante; grandes empresas estão buscando entrar nesse meio; a demanda é muito alta por aplicativos cada vez mais interativos; todos estão querendo disponibilizar feeds, gadgets e web services. Mas calma! Vamos respirar fundo e pensar onde tudo isso pode nos levar. Todas essas tecnologias e novidades são ótimas e com certeza elas já estão fazendo parte do nosso dia-a-dia. Precisamos saber o que está faltando e como aprimorar a Web. A aceleração tecnológica na internet – como também da comunicação – impulsionada até agora pela quantidade, chega ao seu termo, onde já é preciso um adicional qualitativo que organize, dê sentido, coordene integralmente a Web com a comunicação em todos os sentidos (o efeito invariável do processo pelo desenvolvimento da interatividade do qual não só assistimos como dele fazemos parte). E como falar de comunicação sem essa organização, sem o elemento semântico? Cada palavra real é uma chave-símbolo; cada ponto, a marcação das coordenadas no espaço e no tempo da frase e daquilo a que ela se refere. É impossível qualquer comunicação sem essa ordem. Logo a Web pedirá convenções como a linguagem real, um dia, pediu as suas (a passagem da forma falada para a forma escrita). Pedirá porque a comunicação virtual a integrará dentro de si.

Independente de qual tecnologia dos servidores está sendo usada, devemos nos preocupar com o quê o navegador está disponibilizando aos usuários! E é ai, exatamente nesse ponto, que entram os padrões Web (Web Standards), e assim começa a nossa conversa.

O W3C, responsável por criar os Web Standards, desenvolve tecnologias focadas no client-browser, para que com isso seus produtos possam se relacionar diretamente com os usuários, e tudo isso sem fins lucrativos.

Então pense: o que temos até agora é uma Web cheia de interatividade e os vários padrões e diretrizes totalmente focados nos usuários. Podemos integrá-los!

A idéia: unir essas duas ideologias focando em obter resultados que sejam agradáveis a todos, e com isso levar a Web ao seu potencial máximo.

O futuro da Web está relacionado com padrões e semântica. A nossa querida Web 2.0 necessita de padrões, e o momento tão esperado que estamos aguardando é quando ela vai estar harmonizada com os Web Standards. Aí então estaremos na nova geração da Web: a famosa Web 3.0 será o período onde a preocupação serão os dados semânticos.

A Web 2.0 e os Web Standards se relacionam perfeitamente. Afinal, toda essa história de Web 2.0 e Web 3.0 já existe há muito tempo – apenas não foi muito aplicada e reconhecida. Igual à história do Ajax, que já existia há alguns anos, antes mesmo de ser titulado como Ajax.

Querendo ou não, dado o futuro da internet, eis o que há de ser feito:

Web 2.0: Relacionamento e colaboração do usuário.

Unida com

Web Standards: algo mais organizado, acessível, simples e semântico.

Pronto. Simples assim, está perfeito.

Todos vão sair ganhando: seja eu, você, usuários, clientes, patrões, programadores, designers, etc.

Enfim, como todos vão lucrar, muitos já estão se preocupando com isso. Algumas empresas já estão se adequando a essa geração.

E você, já está se preocupando também ou quer ser considerado uma obra de museu???

(Texto publicado originalmente no site Web Standards Blog)

Por Gustavo Krause

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A corrida dos micro-blogs: Twitter x Jaiku x Pownce

17/09/2007 - 16:19 - Geral, Mídia Participativa, Negócios, Referências, Tecnologia, Tendências, Web 2.0

Para quem já se acostumou com a palavra e esqueceu seu significado, “blog” é uma abreviação de “weblog”, que literalmente significa agenda ou diário web. E era assim que os primeiros blogueiros da internet encaravam a ferramenta, como uma forma de relatar para a comunidade on-line suas experiências de vida, seus sonhos e decepções, a maneira como encaravam o mundo ou simplesmente contar o que estavam fazendo no momento. Não foi surpresa ver que os blogs começaram a se tornar populares graças aos adolescentes, o público que mais sente vontade de desabafar e botar a boca no mundo. Hoje, o que antes era visto como um diário virtual teen tornou-se uma poderosa ferramenta de comunicação, para todas as idades e para os mais diversos tipos de profissionais, como jornalistas e empresários.

Passados 10 anos desde seu surgimento, os blogs entram numa nova fase, mais aberta e dinâmica, e num tamanho bem reduzido. Os micro-blogs estão fazendo seu barulho na rede, mesmo que de forma tímida e gradual. Aos poucos, esse novo conceito de se comunicar na internet vem conquistando seu espaço, inclusive aqui no Brasil.

O nome “micro-blog” é auto-explicativo, mas é preciso aprofundar um pouco mais seu significado. Os textos são mais curtos e objetivos, obrigatoriamente pelo limite de caracteres determinado pelas principais ferramentas do gênero. A idéia de micro-blog lembra aquelas mensagens que muitos usuários do MSN Messenger colocam logo abaixo de seus nomes, para expressar seus sentimentos, divulgar alguma notícia, comentar sobre algum evento da atualidade ou simplesmente dar dicas e sugestões para seus amigos e conhecidos. O scrapbook do Orkut também vem à memória, pela forma sucinta e rápida de se comunicar com alguém. E esse conceito de comunicação ágil e objetiva vai mais além, graças ao recurso que permite você atualizar seu micro-blog através de duas ferramentas que estão diariamente em nosso cotidiano digital: celulares e “instant messengers”.

Liderando com folga a corrida dos micro-blogs está o Twitter. Lançado em julho de 2006, somente no começo deste ano a ferramenta começou a se tornar mais popular, e virar um dos assuntos mais comentados da internet. O mote do Twitter é responder a simples pergunta sobre “o que você está fazendo”. Mas antes que virasse um enorme apanhado de frases inúteis como “estou comendo pão com presunto” ou “estou assistindo à novela das oito”, os usuários do serviço perceberam as grandes vantagens que esse novo tipo de comunicação propicia. Os blogueiros mais antenados e influentes da blogosfera sabem bem disso. Eles transformaram o comunicador num grande espaço para troca de idéias, e muitos dos assuntos discutidos em seus blogs são antecipados no Twitter. As utilidades do micro-blog são variadas; é só reparar no que muitos nomes de destaque andam fazendo por lá:

Mas a briga pelo segundo lugar dessa corrida tem sido interessante. Da Finlândia vem o Jaiku, que tem diversas vantagens em relação ao seu principal concorrente. O visual é mais bonito, a usabilidade é melhor, e tem algumas funcionalidades ausentes no Twitter, como criação de canais (grupos de contato) e inserção de comentários nas mensagens. Também na disputa aparece o Pownce, dos mesmos criadores do site de notícias Digg. A ferramenta também tem um visual mais agradável que o do Twitter, e permite ainda o envio de arquivos entre os contatos, uma grande vantagem em relação a seus concorrentes. Mas dois fatores pesam contra o Pownce: ele não permite a integração com celular e ainda não liberou sua API, não permitindo assim que sejam criados mash-ups com a ferramenta. Twitter e Jaiku têm seus códigos acessíveis a qualquer usuário, o que já produziu uma enorme variedade de programas que integram esses aplicativos a outras ferramentas da internet.

Aqui no Brasil, o que atrapalha uma popularização maior desses micro-blogs é o fato de nenhum deles oferecer integração com o IM mais usado por estas bandas, o MSN Messenger (entre os que oferecem essa integração estão o Google Talk e o AIM, ainda pouco populares no Brasil). Também pesa o fato de que a maioria das operadoras brasileiras de celular impede o envio de mensagens SMS para o exterior. Mas é questão de tempo até perceberem o potencial dessas ferramentas, nessa nova fase da comunicação digital.

P.S.: A Mídia Digital já está marcando presença no Twitter.

Por Luís Guilherme Rodrigues

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As próximas ondas – Parte 1

11/09/2007 - 11:46 - Geral, Mídia Participativa, Referências, Tecnologia, Tendências, Web 2.0

Participando e vivendo a Web 2.0, um bom exercício de futurologia, claro, é tentar prever quais serão as próximas ondas da internet.

Das muitas coisas que tenho lido, navegado e discutido ultimamente, um foco tem atraído muito a atenção, vindo diretamente dos laboratórios do Media Labs do MIT, Massachusetts Institute of Technology.

O MIT já é há vários anos um dos principais centros mundiais de excelência em ciências, tecnologia, administração, economia e política. Por suas salas e cadeiras passaram nada menos que 61 prêmios Nobel. Um número bem relevante em uma época em que o conhecimento e suas aplicações práticas são os maiores ativos de um indivíduo, organização ou de um país.

Alguns projetos do Media Labs, seu centro de pesquisa e desenvolvimento de aplicações em TI, internet e mídia são realmente notáveis. Conheçam um pouco do Electronic Lens, também conhecido por E-Lens.
Aviso: Vale muito a pena acessar o site. E não faz mal à saúde.

O E-Lens é uma parceria do MIT com a Cisco, Motorola, Telefonica, a Generalitat de Catalunya (governo da Catalunha, região onde está a cidade de Barcelona) e a escola secundária IES-SEP Lacetània. Ele explora uma integração dos dispositivos móveis ao ambiente físico de uma maneira revolucionária. Através de um telefone celular ou outro aparelho móvel dotado de tecnologia GPS, o usuário escaneia uma tag colocada, por exemplo, em um museu. Após a leitura dessa tag, ele poderá acessar toda a história arquitetônica do edifício, suas exposições atuais e passadas, outros roteiros culturais da cidade, locais de interesse na proximidade, conhecer as opiniões dos visitantes anteriores (em texto, áudio e vídeo) e, evidentemente, efetuar um post com seus comentários ou impressões (também em texto, áudio e vídeo), colaborando com a comunidade e construindo o conteúdo.

O E-Lens se baseia em cinco pontos principais: onde estamos, o quê vemos num determinado momento, com quem interagimos, como nos comunicamos e quais informações nós trocamos.

A junção de mobilidade, mapas, GPS, ferramentas colaborativas e o ambiente físico devidamente pré-classificado com etiquetas legíveis eletronicamente (tags) deverá ser uma realidade nos próximos anos.

Poderemos estar no Parque Ibirapuera e, ao cruzarmos com uma árvore que atraiu nossa atenção, somos impulsionados a conhecer mais a seu respeito. Escaneamos então com nosso celular ou smartphone uma tag verde (uma etiqueta ecologicamente correta) colocada na árvore. Em poucos segundos poderemos conhecer seu nome, origem, população, épocas do ano mais e menos favoráveis, curiosidades, acessar o mapa dos arredores para tomar um refrigerante, conhecer quais os próximos eventos que estão acontecendo no Parque, ver fotos, vídeos e comentários de outras pessoas que já interagiram com aquele ponto e deixar o nosso rastro digital. Quem sabe através de uma bela foto da árvore com o lago do Parque, e ao fundo o skyline da Avenida Paulista.

Em tempo: o Brasil nunca ganhou um prêmio Nobel. Ainda.

Por Alejandro Dicovsky

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Second Life: uma visão de dentro para fora

18/07/2007 - 18:08 - Clientes, Mídia Participativa, Negócios, Second Life, Tendências, Web 2.0

Uma visão “da agência” sobre o ambiente virtual que popularizou o mundo em 3D na internet

Como falar de um ambiente virtual que conta hoje com mais de 6 milhões de usuários cadastrados e que teve uma movimentação de aproximadamente 1,5 milhões de dólares em 24 horas (segundo dados do próprio site) no dia 24 de maio de 2007? Assim mesmo: este é o Second Life – o “sistema fantasia” que pode gerar dados bombásticos, mitos, falsas e também verdadeiras oportunidades.

Desenvolvido em 2003 e mantido pela empresa Linden Research, Inc., o ambiente virtual é formado pelo cliente e servidor e possibilita um comércio virtual fazendo com que empresas utilizem esses recursos para divulgar suas marcas, expondo de forma “virtual” o que pode se tornar real. É o caso da Mídia Digital, que se utiliza dos recursos proporcionados por esta nova estratégia, estudada desde dezembro do ano passado e concretizada a partir de janeiro deste ano.

É fato que, desde que “chegou” ao Brasil, o Second Life abriu portas para clientes “antenados” com essa mídia emergente e alternativa. Diferente da TV, rádio e outras mídias, a utilização da web somado ao “boom” do Second Life mudou a forma de pensar de empresários que querem mostrar ou apenas testar seus produtos num mundo virtual, resultando num potencial midiático.

Sua naveçagão em 3D, a existência de uma representação de cada usuário no sistema (conhecidos no Second Life como “avatares”), a participação ativa dos residentes que ajudam na construção do ambiente, a detenção da propriedade sobre suas criações, ferramentas de comunicação disponíveis entre os usuários e a existência de uma economia própria são elementos fundamentais para classificar essa tendência de internet do futuro, explica o especialista em marketing Alejandro Dicovsky, coordenador de novos negócios da Mídia Digital em São Paulo.

Mas essas são apenas algumas das características encontradas no Second Life e que talvez o tornem tão “apetitoso”, principalmente aos olhos dos “devoradores” de oportunidades. E uma boa chance, obviamente, jamais pode ser desperdiçada. Com as possilidades amplas do Second Life, a simples presença de uma marca nesse “mundo” já a identifica como inovadora. A inclusão de um cliente nesse projeto é vista como importante: além do cliente estar aberto à nova tendência, gera a integração empresa/cliente.

O jornalista Melqui Jr, arquiteto de informação da agência Mídia Digital, conta que propôs para algumas corporações a inclusão delas no Second Life, e os que aderiram ao sistema foram muito bem sucedidos. Ele explica o porquê: “Sendo uma plataforma virtual, o Second Life propicia uma introdução de usuários a esse novo mundo, aumenta a curiosidade pela “novidade” e, conseqüentemente, as chances de um ótimo negócio. Mas vale ressaltar que a entrada de empresas sem uma ação que levem os usuários à interação é o mesmo que gritar no vácuo, ou seja, não ressoa.“

Já o publicitário Cláudio Palmieri, um dos especialistas em planejamento e inovação da Mídia Digital, acredita que estar à frente das novidades é o que vale. “Nosso objetivo é fazer dos nossos clientes os primeiros, os tornando tendência de mercado”, comenta Palmieri.

Mas as opiniões são divergentes. Segundo matéria publicada em julho deste ano pela revista de economia “Forbes”, o público do Second Life não tem crescido como o esperado, o que causa decepção. A reportagem destaca a dificuldade em monitorar estatísticas, o caráter adulto de grande parte do conteúdo e a fragilidade do controle de propriedade intelectual dentro do ambiente.

Outros dados mostram variações com o número de usuários. Cerca de 40 mil avatares estão simultaneamente conectados. Com mais de 7 milhões de cadastros, apenas 507 mil eram ativos e ficaram mais de uma hora on-line no mês de maio. Numa dimensão de 650km², o Second Life tem uma ocupação de 62 habitantes por km²; ou seja, um campo tão imenso para pouca densidade populacional. É claro que esses números refletem ainda o início do projeto. Com mais empresas participando e com novas ações focadas para os usuários do Second Life esse número certamente irá subir.

Seja como for, é inevitável o interesse pelo Second Life, afinal ele trás o novo, o que ninguém costumava ver se comparado aos sistemas arcaicos de poucos anos atrás. A motivação das pessoas no mundo on-line tende somente a crescer, e sempre que algo se torna grande, tende a ser alvo de análises e especulações, assim como de oportunidades e brechas para o desenvolvimento de novas formas de negócios.

Por Karine Vargas

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A importância dos Web Standards no desenvolvimento Web

15/05/2007 - 17:14 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Tecnologia, Usabilidade, Web 2.0

Muito se fala da nova fase em que estamos passando, a Web 2.0, com seus recursos voltados tanto para a interatividade do usuário com o site, como para com outros usuários, gerando conteúdos colaborativos e cada vez mais dinâmicos.

Mas muitos elementos estão por trás dessa nova onda pela qual a internet está passando. Entre eles está a utilização dos Web Standards; padrões criados para desenvolvimento de sites. Para entendê-los, basta imaginar pessoas de países diferentes que, se não possuírem a mesma língua para dialogar, não conseguirão passar sua mensagem de maneira exata, deixando de se comunicar corretamente.

Os Web Standards possuem esta finalidade, criando padrões para desenvolvimento e possibilitando que diversos navegadores e dispositivos distintos acessem conteúdos de maneira semelhante, para não prejudicar e excluir usuários independentemente do modo pelo qual estão acessando o site. Isso permite que, teoricamente, pessoas navegando com Firefox ou Internet Explorer possam acessar o mesmo site sem o menor problema. Infelizmente, não é o que acontece na prática, devido a falhas no desenvolvimento do navegador da Microsoft.

Um dos elementos-chave para o desenvolvimento correto dos sites é a separação do conteúdo de sua forma de apresentação. O conteúdo do site é desenvolvido separadamente de seu layout, permitindo melhor compreensão por parte das pessoas e das máquinas (sistemas de busca e dispositivos de acesso como celulares, TVs, handhelds, etc). As páginas adequadas aos Web Standards permitem, por exemplo, a utilização de programas voltados a deficientes, permitindo a eles visitar conteúdos antes inacessíveis.

Felizmente, mais e mais empresas estão tornando os Web Standards um dos fatores obrigatórios no momento que escolhem a agência para desenvolver seu site e, por sua vez, mais e mais agências procuram desenvolvedores capacitados para realizar um trabalho de qualidade que esteja dentro dos padrões. Ainda falta muito a se fazer, não se trata apenas de aprender a fazer sites tableless (construção de layouts sem a utilização de tabelas), mas de uma verdadeira conscientização da utilização correta de tags HTML e uma melhor organização do conteúdo, para que isso seja acessível a todos.

Por Carlos Eduardo de Souza

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Ainda sobre Blogs

14/05/2007 - 14:07 - Geral, Mídia Interativa, Mídia Participativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0

Pegando uma carona no post anterior, você já imaginou como seria se pudéssemos ver os blogs do mundo todo e seus respectivos links? Pois é, uma imagem que recebi recentemente do meu colega de trabalho Willie Taminato mostra exatamente isso: a blogosfera visível.

É uma concepção artística feita por Matthew Hurst aplicada sobre o globo terrestre e que foi apresentada recentemente pela revista Discover. A imagem representa fielmente, de forma gráfica, os dados numéricos e as estatísticas sobre a grande teia de blogs pelo planeta.

Hust, que trabalha para a Nielsen BuzzMetrics, analisou durante 6 semanas informações sobre relações entre blogs – e seus links – e produziu este mapa. Os pontos brancos são os blogs mais populares. As linhas verdes são os links de um só sentido e as linhas azuis são as trocas de links (links mútuos). Os números dizem respeito também aos blogs mais acessados e com maior número de links.

Para saber mais sobre esse estudo, visite aqui o site da revista Discover.

blogosphere1.jpg

Por Marcelo Ribeiro

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Dúvida em compreender uma palavra? Que tal clicar duas vezes…

07/05/2007 - 11:55 - Geral, Mídia Interativa, Tecnologia, Tendências, Usabilidade, Web 2.0, WebWriting

O tradicional jornal norte-americano New York Times adotou uma novidade interessante há alguns meses, mas que ainda não é muito conhecida pelos internautas: uma funcionalidade que permite ao leitor pesquisar o significado de qualquer palavra publicada em suas páginas – independentemente de ser um link “tradicional” ou não.

Faça um teste: visite o site www.nyt.com e, ao ler uma notícia qualquer, clique duas vezes em qualquer palavra do texto. Ao clicar, uma nova janela se abre, com a definição daquela palavra no site/dicionário Answers.com. Sua dúvida é sanada em segundos!

Só tem um detalhe: a tecnologia só funciona nas matérias internas. Não adianta tentar na homepage.

Essa tecnologia foi desenvolvida pelo portal Answers.com e é chamada de 1-Click Answersnyt_ss.gif

Por Marcelo Ribeiro

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MySpace, Orkut, e Charles Darwin

02/05/2007 - 11:10 - Geral, Reflexão, Web 2.0

Quem se lembra das aulas de Biologia na escola conhece a Teoria da Seleção Natural, elaborada pelo naturalista britânico Charles Darwin e apresentada em seu livro “A Origem das Espécies”. Resumindo em poucas palavras, a obra de Darwin mostra que, em qualquer espécie, nenhum indivíduo é exatamente igual ao outro, graças à variabilidade genética. Logo, sobrevivem aqueles que são mais fortes e se adaptam melhor ao ambiente em que vivem, enquanto os mais fracos são eliminados nesse processo natural de evolução.

A Teoria de Darwin se encaixa com tranqüilidade no universo da internet. Sites aparecem e desaparecem num ambiente onde sobrevivem apenas aqueles que mantêm seu poder de atração sempre forte. E nessa selva tecnológica, a evolução caminha a passos largos, o que torna a tarefa de conquistar usuários ainda mais árdua.

Isso tudo me veio à cabeça ao ler a recente notícia de que o MySpace, a maior rede social da internet, vai finalmente lançar sua versão brasileira. Ainda não há previsão de lançamento, mas será interessante acompanhar a chegada do site em terras nacionais, onde o Orkut ainda é o dominante da espécie.

Apesar de sua imensa popularidade entre os brasileiros (que correspondem a quase 56% de todos os usuários no mundo), o Orkut carrega a fama de ser uma ótima idéia mal aproveitada. Não é preciso listar os defeitos já conhecidos entre quem freqüenta ou já freqüentou o site. Destaco apenas um recente relatório da organização não-governamental Safernet, que registra o crescimento em 10 vezes de denúncias envolvendo crimes contra os direitos humanos nas comunidades do Orkut (desde janeiro do ano passado já foram registradas mais de 45 mil denúncias). Hoje, o Orkut é sinônimo de terra sem lei.

Não que o MySpace seja 100% seguro; afinal, na prática, isso ainda é utopia na internet. Mas desde maio do ano passado o site conta com um chief security officer, um diretor responsável por desenvolver mecanismos que garantam a segurança de seus usuários. Esse trabalho já está apresentando bons resultados no sentido de barrar a ação da criminalidade, mas o mais importante é ver o MySpace tomando para si a responsabilidade de proteger a integridade dos internautas que têm seu espaço no site.

São 150 milhões de usuários cadastrados no mundo todo que podem atestar sobre as qualidades do MySpace. Mas, todo esse poder de atração será suficiente para o site conquistar o espaço hoje dominado pelo Orkut? Ou será que o Orkut conseguirá se desenvolver e se impôr frente a esse gigante norte-americano? Somente a seleção natural determinará o vencedor. Vamos aguardar.

Por Luís Guilherme Rodrigues

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Povoando os websites – Weblin

04/04/2007 - 16:24 - Mídia Interativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0

Quando você entra em um site, existem diversas pessoas que estão visitando o mesmo site que você. Você já teve curiosidade de saber quem são essas pessoas?

Instalando o Weblin você pode conhecer quem são essas pessoas que coincidentemente estão visitando o mesmo site, ao mesmo tempo que você (que também tem o Weblin instalado, claro).

Seria uma espécie de Second Life misturado com um instant messenger dentro de uma página na internet: você aparece como um avatar e pode conversar com outras pessoas que estão visitando o site, caminhar pela página, fazer um chat privado com alguém, apostar corrida, tudo isso enquanto navega.

Que tal um atendimento on-line dessa forma? Uma explicação on-line “avatarizada” no momento em que o usuário está preenchendo um formulário ou fazendo um pedido? Uma recomendação de um usuário que está na mesma página que você?

Parece interessante? Talvez uma forma de humanizar uma página na internet.

Se você resolver testar o programa, plugin, serviço, apareça aqui no site da Mídia Digital, para trocarmos uma idéia através do weblin.

Veja abaixo alguns exemplos visuais dos avatares povoando os websites:

Site da Weblin

Povoando o site do Google com a Weblin

Site da Midia Digital

Por Willie Taminato

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Minha mãe quer um blog

16/03/2007 - 15:45 - Mídia Interativa, Reflexão, Tendências, Web 2.0

Pode parecer estranho, mas nunca imaginei isso. Minha mãe – uma senhora, já avó e professora aposentada, daquelas tradicionais – descobriu a web. E não só descobriu como também mergulhou de cabeça.

Ela não fica um dia sequer sem acessar seus sites e blogs preferidos. Já tem amigas virtuais e troca e-mails regularmente com pessoas que gostam das mesmas coisas que ela.

Um dia desses, ela me perguntou: “Como é que faço para ter um blog? Eu quero um!” Aquilo me espantou, confesso. Minha mãe? Querendo um blog? Na hora, refleti e pensei: É claro!! Ela é o exemplo vivo da tal convergência, da Web 2.0 e das pessoas que querem gerar conteúdo!

Conclusão: A web é pra todos e não tem preconceitos ou barreiras. Pessoas que aparentemente não se encaixam no perfil de internauta estão cada vez mais conectadas.

Pense nisso. A internet de ontem não é a mesma de hoje e não será a mesma amanhã.

Por Marcelo Ribeiro

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