25/06/2009 - 17:09 - Web Standards
HTML5 e seu mundo comercial
- Marcação simples, não rigorosa;
- Desenvolvimento rápido;
- Custo baixo;
- Vulnerável a erros e comodidade na codificação;
- Menos risco de problemas visível aos usuários;
- Código não confiável;
- Preferível para desenvolvimento de pequena quantidade de arquivos com extensão html;
- Preferível aos projetos com código com constante alteração;
- Não recomendado ao desenvolvimento de ferramentas online, como sistemas administrativos de gerenciamento de conteúdo.
Como HTML5 atende legal as necessidades do dia-a-dia comercial, solicitações de clientes e coisas do tipo, esta sendo levado em alta na comunidade de desenvolvedores que são voltados ao dia-a-dia. Neste caso o mercado de navegadores também precisa entrar em cena e atender essas necessidades desses desenvolvedores.
XHTML2
XHTML não é contra o HTML, mas sim seu sucessor.
Foi baseado na mesma proposta do XML (linguagem praticamente perfeita para estruturação de conteúdo), é voltado a acessibilidade, a independência de dispositivo, usabilidade, interoperabilidade e semântica.
- Marcação simples, mas rigosa e requer que o desenvolvedor escreva o código correto;
- Código confiável;
- Recomendado ao desenvolvimento de ferramentas online e sistemas de gerenciamento de conteúdo;
- Preferível para desenvolvimento de grandes quantidade de arquivos com extensão html ou xhtml;
- Criado para atender melhor as necessidades da web semântica;
- Prioriza o conteúdo na web;
- Mais vulnerável a erros e falhas na renderização devido sua rigorosidade na marcação semelhante a do XML;
- Tempo de desenvolvimento maior;
- Custo mais elevado.
Infelizmente devido ao custo e tempo mais elevado o interesse comercial é relativamente baixo, com isso esta cada vez mais em alta HTML5 e em baixa XHTML2.
Não sabemos o futuro do XHTML2, sabemos com certeza que um dia será necessário incorporar algo mais no HTML5, com isso HTML5 desce e XHTML2 sobe ou pelo menos sua proposta é levada em consideração.
Mas então por que XHTML2 não é a sensação do momento? Pela simplicidade e consequentemente pela maior documentação e implementação nos navegadores que o HTML 5 permite. Porém, este carece de recursos só disponíveis em XHTML2, logo existe a possibilidade de uma junção entre os dois conceitos para a obtenção de uma nova linguagem que atenda ambas necessidades (XML + HTML5 = XHTML5). Talvez essa seja uma boa solução.
O XHTML se mantém fiel a proposta inicial do HTML, que é a de estruturação do conteúdo. Infelizmente essa proposta foi alterada com o passar do tempo. O conteúdo da web deve ser priorizado, por isso os webstandards não podem se basear somente nas necessidades do mundo comercial, mas sim em criar uma web universal, disponível para todos independente de dispositivos de acesso ou deficiências do usuário.
Não se preocupe com sensação do momento, se preocupe com a web. Essa é a idéia dos web standards.
Referências:
Por Gustavo Krause
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28/10/2008 - 09:38 - Eventos, Geral, Tecnologia, Tendências, Web Standards
No dia 30 de Setembro, aconteceu o 1º Fórum W3C Brasil – Por uma Web Única em São Paulo. Tive a honra de comparecer ao evento em nome da Mídia Digital, agência na qual trabalho e que, certamente, sabe investir na área de Web Standards.
Neste artigo vou fazer uma análise do evento, destacando os principais assuntos abordados e o que concluímos para que, no próximo evento, entrem em pauta e auxiliem no crescimento do escritório da W3C no Brasil.
Pioneiros no ensino dos Web Standards em nosso país, o pessoal da iLearn foi representado por Everaldo Bechara (presidente da empresa), que comentou a necessidade de atuarem como evangelizadores, principalmente pela resistência natural que o brasileiro tem contra padrões. Um dos pontos mais interessantes de sua palestra foi o comentário sobre a flexibilidade do uso dos Web Standards para webdesign, pois este não limita a criatividade; pelo contrário, amplia as possibilidades, pois não é necessário fazer uma arquitetura totalmente baseada na idéia de tabelas, como era feito antigamente. Muitos designers pensam o contrário, mas a realidade é que a adoção dos Web Standards trará mais flexibilidade ao layout, ao mesmo tempo em que padroniza os elementos.
Além disso, muito foi comentado sobre acessibilidade, principalmente pela adoção de certas regras para melhorá-la em projetos governamentais. O decreto 5296 ajudará na conscientização da necessidade do XHTML e CSS que, somente por serem utilizados corretamente, já garantem cerca de 60% do uso por deficientes. Para que este decreto vire lei, haverá uma convenção da ONU em breve, o que certamente possibilitará na normatização de tais regras de acessibilidade e os governos ficarão mais atentos a elas.
Porém, um ponto em que ainda temos muita dificuldade, e pelo jeito ainda teremos por um bom tempo, é a incompatibilidade de certos navegadores com padrões adotados pela W3C; é só vermos o exemplo do SVG, ainda não suportado pelo Internet Explorer 8, em fase beta.
O governo adotando os Web Standards
A palestra de Ricardo Kobashi, coordenador dos sites de governo na Secretaria de Comunicação de São Paulo, mostrou como o pessoal está agindo para implementar os Web Standards no meio governamental. Sabemos que novidades nem sempre são bem-vindas, mas quando se fala em dinheiro o pessoal acaba prestando atenção. E foi tocando nesse assunto que eles conseguiram convencer os governantes, pois a adoção dos Web Standards gera economia, uma vez que se faz “mais com menos”, e esse é bom argumento para utilizarmos com qualquer cliente!
Mas não é só na economia que os Web Standards contribuíram: a comunicação entre os sites foi facilitada. Ou seja, a interoperabilidade entre eles ficou mais prática, já que foi adotado um padrão e, sempre que adotamos padrões, fica mais fácil para desenvolver e realizar manutenções. O pessoal do Governo de São Paulo estava procurando por esse padrão a ser adotado e, certamente, a adoção dos padrões estabelecidos pela W3C foi a melhor escolha.
Quer saber o que eles já fizeram em termos de acessibilidade no Governo de São Paulo? Um belo exemplo é o site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Acessibilidade sempre, em qualquer projeto
Como já comentei, acessibilidade foi um tema muito comentado nesse evento e, como não poderia deixar de ser discutido, o fato de que devemos utilizar AJAX com muito critério. Na palestra do Gustavo da Gama Torres, foram exemplificados certos casos muito comuns na era da “Web 2.0″, que prejudicam muito o uso do site por pessoas deficientes.
Por isso, ao elaborar novas aplicações, é preciso ter em mente o público-alvo e tomar cuidado para que todos possam aproveitar esses recursos, sem o uso de tecnologias específicas como o próprio AJAX ou Flash, por exemplo. Para ter mais segurança neste quesito, nada melhor que fazer testes de acessibilidade, elaborando certas metas a serem atingidas com o site e se esses objetivos foram alcançados com pessoas deficientes ou não.
Os caminhos para a Web Semântica
Uma das gratas surpresas do evento foi a presença de Klaus Birkenbihl, coordenador dos Escritórios Internacionais do W3C, que falou um pouco sobre a função da W3C e a importância da padronização no modo de exibir os dados assim como foram produzidos na criação. Este é um dos princípios básicos do HTML.
A W3C tem como um dos fundamentos passar a idéia de que a tecnologia web deve ser interoperável e de que os padrões devem ser abertos. Conseqüentemente, a W3C objetiva possibilitar que tudo deve ser acessível, independente do lugar no qual isso está sendo acessado, ou da capacidade do dispositivo usado, entre outros fatores.
Achei bem interessante Klaus falar sobre o uso do texto “Clique aqui” em links, o que é totalmente errado e ainda praticado. Posso dizer que ainda vejo muito disso, mas o fato é que esse texto não diz nada sobre o que o usuário irá visitar (como em leitores de tela, por exemplo) e, em caso dos robôs de busca, também não será nada relevante. Por isso, o link deve ser descrito de maneira correta, facilitando a vida dos usuários e dos sistemas de busca!
Também foi comentado que o princípio básico da Web Semântica é classificar as informações e categorizar o conteúdo para que as máquinas possam entendê-lo também. Já vemos belos exemplos em Microformats, mas também temos o RDF, padrão adotado pela W3C. Houve até uma certa discussão sobre RDF, e em quais casos é mais utilizado. Klaus falou que o indicado é tentar converter todos os que conseguir, apesar de não ser o necessário.
Considerações finais
O evento foi muito interessante, pois abordou diversos assuntos presentes em nosso cotidiano, principalmente na questão da acessibilidade, que vem sendo cada vez mais adotada e ainda vai se tornar um assunto muito comum para quem trabalha com web. Porém, acho que a maior contribuição foi a reunião de um grupo de pessoas realmente interessadas em contribuir com o escritório brasileiro da W3C e, certamente, outros encontros como esse acontecerão no futuro.
O importante é o pessoal juntar idéias e propostas para que a representatividade do Brasil, nas questões internacionais, seja cada vez maior, e possamos ajudar a criar novos padrões, além de simplesmente adotá-los.
Quem quiser ver algumas fotos do evento, montei uma galeria de imagens no Flickr.
Por Carlos Eduardo de Souza
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26/09/2008 - 15:17 - Eventos, Geral, Tecnologia, Web Standards
No próximo dia 30 de setembro, acontece em São Paulo o 1º Fórum W3C Brasil. O evento é realizado pelo escritório brasileiro da World Wide Web Consortium, a principal organização internacional responsável pela criação de padrões e diretrizes para a internet. Entre esses padrões web, estão o CSS, HTML, XML e XHTML.
A Mídia Digital será representada nesse evento por dois de seus web developers, Carlos Eduardo de Souza e Gustavo Krause. Entre os principais temas a serem discutidos no 1º Fórum W3C Brasil, estão padrões em acessibilidade, usabilidade, mobilidade, web semântica e TV digital. Uma verdadeira troca de idéias sobre os caminhos da internet no presente e no futuro.
O evento é fechado para convidados. Saiba mais sobre o W3C Brasil no site oficial.
Por Luís Guilherme Rodrigues
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27/02/2008 - 10:42 - Geral, Tendências, Web 2.0, Web Standards
O “bum!” dessa tal de Web 2.0 está em seu ponto culminante. Cada dia que passa é Web 2.0 pra cá é pra lá. Novos sistemas surgem a cada instante; grandes empresas estão buscando entrar nesse meio; a demanda é muito alta por aplicativos cada vez mais interativos; todos estão querendo disponibilizar feeds, gadgets e web services. Mas calma! Vamos respirar fundo e pensar onde tudo isso pode nos levar. Todas essas tecnologias e novidades são ótimas e com certeza elas já estão fazendo parte do nosso dia-a-dia. Precisamos saber o que está faltando e como aprimorar a Web. A aceleração tecnológica na internet – como também da comunicação – impulsionada até agora pela quantidade, chega ao seu termo, onde já é preciso um adicional qualitativo que organize, dê sentido, coordene integralmente a Web com a comunicação em todos os sentidos (o efeito invariável do processo pelo desenvolvimento da interatividade do qual não só assistimos como dele fazemos parte). E como falar de comunicação sem essa organização, sem o elemento semântico? Cada palavra real é uma chave-símbolo; cada ponto, a marcação das coordenadas no espaço e no tempo da frase e daquilo a que ela se refere. É impossível qualquer comunicação sem essa ordem. Logo a Web pedirá convenções como a linguagem real, um dia, pediu as suas (a passagem da forma falada para a forma escrita). Pedirá porque a comunicação virtual a integrará dentro de si.
Independente de qual tecnologia dos servidores está sendo usada, devemos nos preocupar com o quê o navegador está disponibilizando aos usuários! E é ai, exatamente nesse ponto, que entram os padrões Web (Web Standards), e assim começa a nossa conversa.
O W3C, responsável por criar os Web Standards, desenvolve tecnologias focadas no client-browser, para que com isso seus produtos possam se relacionar diretamente com os usuários, e tudo isso sem fins lucrativos.
Então pense: o que temos até agora é uma Web cheia de interatividade e os vários padrões e diretrizes totalmente focados nos usuários. Podemos integrá-los!
A idéia: unir essas duas ideologias focando em obter resultados que sejam agradáveis a todos, e com isso levar a Web ao seu potencial máximo.
O futuro da Web está relacionado com padrões e semântica. A nossa querida Web 2.0 necessita de padrões, e o momento tão esperado que estamos aguardando é quando ela vai estar harmonizada com os Web Standards. Aí então estaremos na nova geração da Web: a famosa Web 3.0 será o período onde a preocupação serão os dados semânticos.
A Web 2.0 e os Web Standards se relacionam perfeitamente. Afinal, toda essa história de Web 2.0 e Web 3.0 já existe há muito tempo – apenas não foi muito aplicada e reconhecida. Igual à história do Ajax, que já existia há alguns anos, antes mesmo de ser titulado como Ajax.
Querendo ou não, dado o futuro da internet, eis o que há de ser feito:
Web 2.0: Relacionamento e colaboração do usuário.
Unida com
Web Standards: algo mais organizado, acessível, simples e semântico.
Pronto. Simples assim, está perfeito.
Todos vão sair ganhando: seja eu, você, usuários, clientes, patrões, programadores, designers, etc.
Enfim, como todos vão lucrar, muitos já estão se preocupando com isso. Algumas empresas já estão se adequando a essa geração.
E você, já está se preocupando também ou quer ser considerado uma obra de museu???
(Texto publicado originalmente no site Web Standards Blog)
Por Gustavo Krause
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