Publicidade e arte caminham juntas em rumos diferentes
31/07/2007 - 14:47 - Geral, Reflexão
“Direção de arte”. “Desenvolvimento de arte” de websites, portais e banners. O fato de o termo arte ser recorrente na nomenclatura de criação publicitária, combinado ao aspecto inovador e estético da área, gera dúvida quanto à publicidade como peça artística.
Não vou tentar definir o que é arte neste artigo – seria uma discussão muito complexa, além de polêmica –, mas acredito que um ponto é senso comum: a arte é caracterizada por ser uma criação autoral.
A idéia de publicidade como arte cai por terra já nesse argumento, pois possui diretrizes do cliente, da agência, do coordenador da equipe, entre outros. “Em design, o cliente espera ver um pouco de você no trabalho, já em publicidade não. O cliente quer somente o que ele necessita”, afirma o designer e diretor de arte da equipe de criação da agência Mídia Digital, Rodrigo Bellão. “Quando tem regra, deixa de ser arte”, completa ele.
Tudo bem, publicidade e arte são diferentes, mas ambas dividem o ideal clássico da beleza. Um banner esteticamente mal resolvido, por exemplo, não atinge um grande público. Por isso, a máxima “o cliente tem sempre razão” não é válida na área de criação. “A maioria dos clientes não consegue mensurar esse tipo de coisa, então a gente propõe quebrar barreiras e fazer o cliente mudar de opinião com justificativas embasadas”, conta o designer e coordenador da equipe de criação da agência, Fernando Barbosa.
Outra regra que dita e dificulta o jogo é a do meio onde a peça publicitária é veiculada. Além do objetivo do anunciante e público-alvo, a internet impõe outros limites, “como o formato e resolução, que dificulta o trabalho, mas ao mesmo tempo força a sua criatividade a fazer algo leve e funcional”, diz o estudante de Publicidade e Propaganda e estagiário de criação da Mídia, Dagmar Lenhart Nesi.
Para estimular a criatividade, referências artísticas voltam a permear o campo da publicidade. Animações, vinhetas e fotografias ajudam Bellão. Ler quadrinhos e fazer ilustrações como hobby dão base para Igor Pinto Arantes – ilustrador da Mídia Digital formado em Gravura, Design e Cinema – que substitui as ferramentas de trabalho Photoshop, Flash, Ilustrator e After Effects, por nanquim e pincel em casa.
Moral da história: a publicidade é a funcionária de agência, enquanto a arte é autônoma, que de vez em quando dá umas dicas para a publicidade.
Por Manuela Sanches
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Interessante esse paralelo entre a publicidade e arte! Com certeza as duas possuem um foco diferenciado, e ambas têm seu lado atrativo.
Bela análise!
Por Carlos Eduardo - 07/31/2007 às 17:31h
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Muito bom o artigo Manu, parabéns!
Existem definições clássicas sobre o que é arte. A minha é que em tudo que colocamos um pouco de nós é de alguma forma arte também.
Apenas um comentário sobre a frase do Bellão: “Quando tem regra, deixa de ser arte”. Não consigo concordar com essa afirmativa uma vez que qualquer manifestação artística possui regras de alguma forma.
Abraços…Por MelquiJr - 08/24/2007 às 12:03h
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argumento inválido. se fosse assim, tudo que o michelangelo fez ao pintar a capela sistina não pode ser considerado arte, porque foi pra atender um “cliente” (igreja)
Por Felipe - 09/04/2007 às 22:47h
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Essa história cansa!
Arte é arte… tem propósito subjetivo.
Necessidade de publicitário se sentir artista?
Por Juao - 10/01/2007 às 15:48h
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mto bom o artigo.. pra mim as diferenças são claras, cada coisa é uma coisa.. mas a arte está dentro da publicidade claro(design, layout, cores, formas, idéias, angulos, criação..) senão eu ia fazer faculdade de marketing ou adm.. bjo
Por Anna - 11/08/2007 às 14:17h
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Sou músico, e música é arte, e existem regras rigidas quanto a função de certos acordes; ou seja, tem regras
Por Mauricio de Moraes - 11/08/2007 às 20:58h
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putz cara, achei o começo bom mas o artigo em si esta muito, muito fraco. Nao da pra escrever sobre tal tema utilizabdo apenas 5 paragrafos. O final ta mal pra caramba.
mas valeu
abraço
.pw.Por Pedro Wirz - 07/17/2009 às 10:21h