A importância dos Web Standards no desenvolvimento Web
Por Carlos Eduardo de SouzaMuito se fala da nova fase em que estamos passando, a Web 2.0, com seus recursos voltados tanto para a interatividade do usuário com o site, como para com outros usuários, gerando conteúdos colaborativos e cada vez mais dinâmicos.
Mas muitos elementos estão por trás dessa nova onda pela qual a internet está passando. Entre eles está a utilização dos Web Standards; padrões criados para desenvolvimento de sites. Para entendê-los, basta imaginar pessoas de países diferentes que, se não possuírem a mesma língua para dialogar, não conseguirão passar sua mensagem de maneira exata, deixando de se comunicar corretamente.
Os Web Standards possuem esta finalidade, criando padrões para desenvolvimento e possibilitando que diversos navegadores e dispositivos distintos acessem conteúdos de maneira semelhante, para não prejudicar e excluir usuários independentemente do modo pelo qual estão acessando o site. Isso permite que, teoricamente, pessoas navegando com Firefox ou Internet Explorer possam acessar o mesmo site sem o menor problema. Infelizmente, não é o que acontece na prática, devido a falhas no desenvolvimento do navegador da Microsoft.
Um dos elementos-chave para o desenvolvimento correto dos sites é a separação do conteúdo de sua forma de apresentação. O conteúdo do site é desenvolvido separadamente de seu layout, permitindo melhor compreensão por parte das pessoas e das máquinas (sistemas de busca e dispositivos de acesso como celulares, TVs, handhelds, etc). As páginas adequadas aos Web Standards permitem, por exemplo, a utilização de programas voltados a deficientes, permitindo a eles visitar conteúdos antes inacessíveis.
Felizmente, mais e mais empresas estão tornando os Web Standards um dos fatores obrigatórios no momento que escolhem a agência para desenvolver seu site e, por sua vez, mais e mais agências procuram desenvolvedores capacitados para realizar um trabalho de qualidade que esteja dentro dos padrões. Ainda falta muito a se fazer, não se trata apenas de aprender a fazer sites tableless (construção de layouts sem a utilização de tabelas), mas de uma verdadeira conscientização da utilização correta de tags HTML e uma melhor organização do conteúdo, para que isso seja acessível a todos.


